Obama promete pegar responsáveis por atentado fracassado

Não descansaremos até capturar e julgar os responsáveis pelo atentado fracassado do dia de Natal contra um avião americano, garantiu nesta segunda-feira o presidente Barack Obama.

AFP |

"Foi deflagrada uma completa investigação sobre esta tentativa de ataque terrorista e não descansaremos até encontrar todos os envolvidos, até identificar os responsáveis", disse Obama em sua primeira declaração pública desde que um jovem nigeriano, de 23 anos, tentou derrubar um avião da Northwest Airlines com 290 pessoas a bordo.

"Esta é uma séria advertência dos perigos que enfrentamos e da natureza dos que ameaçam o nosso país".

Obama, que passa o final de ano no Havaí, garantiu que seguirá combatendo os grupos terroristas no Oriente Médio, Ásia e África.

"Seguiremos usando cada elemento do nosso poder nacional para perturbar, desmantelar e derrotar os extremistas violentos que nos ameaçam, estejam no Afeganistão ou Paquistão, Iêmen ou Somália; qualquer lugar onde planejem ataques contra os Estados Unidos".

O ataque frustrado foi assumido pelo braço da Al-Qaeda na Península Arábica, em uma nota publicada em um site islâmico, segundo o grupo de monitoramento americano SITE Intelligence.

O comunicado foi divulgado junto com uma foto do nigeriano Umar Farouk Abdulmutallab, que tentou fazer explodir a aeronave pouco antes da aterrissagem, em Detroit, mas foi contido pelos passageiros.

"O irmão nigeriano passou por todas as barreiras de segurança para realizar a ação, acabando com o grande mito da inteligência americana", diz o comunicado assinado pela rede terrorista e publicado em sites islâmicos.

A rede terrorista admitiu que um "erro técnico" provocou o fracasso da tentativa do nigeriano de detonar uma bomba no avião, que estava chegando a seu destino final.

O nigeriano conseguiu entrar no voo 253 com pentrita, um explosivo muito potente, que não foi detectado pelos controles do aeroporto de Amsterdã-Schipol, considerados rigorosos.

Abdulmutallab aparece na lista geral de vigilância conhecida por TIDE, que tem cerca de 550 mil nomes, mas não impede, de maneira automática, o acesso a voos internacionais. A lista que proíbe o acesso aos voos tem cerca de 4 mil nomes.

O ministério do Interior em Londres estimou hoje que o nigeriano não agiu só e informou que a polícia britânica trata de determinar "o que ocorreu com ele quando esteve no país (...) se teve vínculos com alguém capaz de estar por trás deste complô".

Um funcionário americano disse à AFP no final de semana que o pai de Abdulmutallab estava tão preocupado com sua atitude radical que advertiu a embaixada dos Estados Unidos em Abuja.

Já a polícia nigeriana declarou hoje que o pai de Abdulmutallab não fez qualquer alerta antes da tentativa de atentado.

A chefe da Segurança Interna nos EUA, Janet Napolitano, disse hoje que a questão fundamental é saber como um suspeito pôde pegar um avião com visto americano após seu pai alertar as autoridades sobre a atitude radical do filho.

Esta questão fará "parte do processo" de revisão das medidas para se evitar que um "passageiro perigoso possa embarcar para os Estados Unidos", disse Napolitano à CNN.

Em Detroit, a Justiça indicou que o jovem nigeriano, que se queimou durante o atentado, será apresentado a um juiz federal no dia 8 de janeiro, quando ocorrerá a acusação formal.

Segundo Napolitano, houve falhas no sistema montado para se evitar que gente considerada perigosa suba em aviões de carreira.

tq/yw/LR

    Leia tudo sobre: iG

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG