Obama promete participar de processo paz no O. Médio

Alberto Masegosa Jerusalém, 23 jul (EFE).- O candidato democrata à Presidência dos Estados Unidos, Barack Obama, prometeu participar do processo de paz do Oriente Médio caso chegue à Casa Branca.

EFE |

Segundo o chefe negociador palestino, Saeb Erekat, Obama fez a promessa durante a visita feita hoje ao presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP) em Ramala, Mahmoud Abbas, um dos compromissos da viagem realizada por Israel e Cisjordânia.

De acordo com Erekat, o candidato democrata garantiu na reunião, que exercerá um "papel construtivo" na região caso vença as eleições presidenciais de novembro em seu país.

O chefe negociador palestino explicou que Abbas aproveitou a ocasião para dar "as boas-vindas" ao americano, cuja presença - na opinião do presidente da ANP -, "refletiu a importância do problema palestino na política externa dos EUA".

Saeb Erekat fez estas declarações aos jornalistas após negar que estivesse programada uma entrevista coletiva de Obama e Abbas após o encontro entre os dois, apesar de uma convocação desse tipo ter sido anunciada na imprensa da região.

Apesar da ausência diante dos jornalistas em território palestino, o candidato fez várias declarações durante suas reuniões com os dirigentes israelenses na primeira metade do dia.

"Estou aqui para reafirmar a relação especial entre Israel e EUA e meu compromisso com a segurança israelense e a esperança de servir como parceiro efetivo tanto como senador quanto presidente", disse na reunião com o presidente israelense, Shimon Peres.

Também pela manhã, ele se reuniu com o líder da oposição israelense e do partido conservador Likud, Benjamin Netanyahu, com quem concordou sobre a "importância" de impedir que o Irã - que quer à destruição de Israel - se transforme em uma potência nuclear.

Obama visitou o memorial Yad Vashem, Museu do Holocausto, onde qualificou a existência do Estado judeu de "um milagre que floresceu nos últimos 60 anos".

Suas declarações públicas continuaram depois, quando se deslocou com a ministra de Relações Exteriores israelense, Tzipi Livni, à localidade de Sderot, alvo habitual de foguetes lançados desde Gaza até a trégua de junho entre Israel e Hamas.

"Um Irã nuclear mudaria o equilíbrio de forças não só no Oriente Médio, mas no mundo todo", reiterou Obama, que insistiu no direito de Israel à segurança e que não forçará este Estado a tomar decisões que enfraqueçam sua defesa.

Segundo o jornal israelense "Haaretz", manifestações dessa natureza estão destinadas, por razões eleitorais, aos judeus norte-americanos. Obama trataria assim de ganhar a confiança da comunidade judaica.

A viagem do candidato democrata pelo Oriente Médio - que termina na primeira hora de amanhã e incluiu previamente períodos e escalas no Afeganistão, Iraque e Jordânia-, acontece depois que seu rival, o republicano, John McCain, visitasse Israel em março. EFE amg/rb/plc

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