Obama promete nova política para Cuba se eleito presidente

Por Jeff Mason MIAMI (Reuters) - O pré-candidato democrata à Presidência dos Estados Unidos Barack Obama se disse na sexta-feira disposto a estabelecer contatos diplomáticos diretos com Cuba, e criticou o seu rival republicano, John McCain, por apostar em políticas que chamou de fracassadas.

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Obama, franco favorito para receber a indicação de seu partido à Casa Branca, vem sendo criticado por adversários por ter declarado que estaria disposto a se reunir com líderes de países hostis a Washington, como Irã e Cuba.

McCain, que vai a Miami na terça-feira, atacou as propostas de Obama e prometeu manter o rígido embargo econômico em vigor até que o regime comunista cubano liberte presos políticos, garanta liberdades fundamentais e realize eleições sob monitoramento internacional.

Tanto McCain quanto Obama tentam conquistar o importante eleitorado cubano-americano da Flórida, Estado que pode ser decisivo na eleição de novembro.

Obama disse que o adversário distorceu suas declarações.

'John McCain anda pelo país dizendo sobre o quanto eu quero me encontrar com [o presidente cubano] Raúl Castro, como se eu estivesse ansioso por um compromisso social', disse Obama. 'Não foi isso que eu disse. John McCain sabe disso.'

O senador democrata defende contatos diplomáticos diretos com Havana e, sem dizer com quem se encontraria, prometeu que como presidente vai liderar essa mudança de postura.

'É hora de buscar a diplomacia direta, tanto com amigos quanto com inimigos, sem pré-condições. Haverá uma cuidadosa preparação. Vamos estabelecer uma agenda clara', disse ele. 'Eu estaria disposto a liderar essa diplomacia na hora e lugar da minha escolha, mas só quando tivermos a oportunidade de contribuir com os interesses dos Estados Unidos.'

Ele afirmou que manterá o embargo, mas oferecerá a normalização das relações caso Havana liberte todos os presos políticos.

O comitê de McCain acusou-o de estar mudando o discurso.

'Ao mudar de posição diante dos cubano-americanos, para apoiar o embargo ao qual antes se opunha, Barack Obama está adotando o mesmo tipo de expediente político contra o qual se voltou em seu discurso', disse Tucker Bonds, porta-voz do republicano.

'Esse surrado tipo de flexibilidade política mostra a liderança fraca de Barack Obama numa questão importante.'

O democrata prometeu suspender as restrições para viagens de reunião familiar e remessas financeiras dos EUA para Cuba.

Salpicando seu discurso com palavras e frases em espanhol, Obama também apresentou outras propostas sobre a América Latina. Defendeu uma parceria energética regional para o desenvolvimento de combustíveis alternativos, e mais esforços diplomáticos nas Américas para a promoção da democracia.

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