Por Steve Holland WASHINGTON (Reuters) - O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, prometeu 100 milhões de dólares em ajuda ao Haiti nesta quinta-feira e recrutou dois ex-presidentes norte-americanos na missão, dizendo aos haitianos: não vamos abandoná-los.

Obama disse a seus assessores que a resposta ao terremoto deve ser a prioridade do governo. O ex-presidente Bill Clinton, que já é um enviado especial das Nações Unidas para o Haiti, e o ex-presidente George W. Bush concordaram com um pedido de Obama para ajudar nos esforços de alívio da tragédia. Obama conversou por telefone com Bush na noite de quarta-feira.

"Os dois concordaram em tomar parte disso", disse o porta-voz da Casa Branca Robert Gibbs, prometendo mais detalhes nos próximos dias.

Clinton e o pai de Bush, o ex-presidente George H.W. Bush, participaram de uma enorme iniciativa humanitária depois do tsunami de 2004 na Ásia, que matou 226 mil pessoas.

Em pronunciamento pela TV, Obama afirmou que os EUA vão liberar 100 milhões de dólares para o trabalho imediato de auxílio ao Haiti.

O terremoto de terça-feira, com magnitude 7, devastou a capital Porto Príncipe e pode ter matado dezenas de milhares de pessoas.

Esse é o maior teste humanitário internacional do governo Obama desde a posse dele, há um ano. O presidente disse que pediu um "esforço rápido, coordenado e agressivo para salvar vidas e apoiar a recuperação do Haiti".

"Ao povo do Haiti, dizemos claramente e com convicção: vocês não serão abandonados. Vocês não serão esquecidos. Nesta sua hora de maior necessidade, a América está do seu lado. O mundo está do seu lado", disse Obama.

Correndo contra o tempo para salvar o máximo de vidas e ajudar os haitianos a escavarem os destroços, os EUA estão enviando militares ao miserável país caribenho.

Várias lanchas da guarda Costeira já fornecem serviços básicos, como água e apoio técnico a uma enorme operação logística.

"Elementos da 82a. Divisão Aerotransportada do Exército chegarão hoje. Também estamos mobilizando uma unidade expedicionária dos marines, o porta-aviões USS Carl Vinson e um hospital-barco da Marinha, o Confort", disse Obama.

Numa demonstração de apoio ao Haiti, Obama teve no pronunciamento a companhia dos secretários Robert Gates (Defesa), Hillary Clinton (Estado) e Janet Napolitano (Segurança Doméstica), além do vice-presidente Joe Biden.

Criticado por ter demorado dias para se manifestar sobre a tentativa de atentado em um voo Amsterdã-Detroit no dia de Natal, Obama agora tenta demonstrar agilidade na reação à tragédia, e disse ter deixado claro aos membros do governo que o Haiti "deve ser uma prioridade máxima para os seus departamentos e agências".

Segundo ele, este é "um daqueles momentos que exigem a liderança norte-americana."

(Reportagem adicional de Matt Spetalnick e Jeff Mason)

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