Obama promete fim imediato da restrição de viagens e remessas a Cuba

O pré-candidato democrata à presidência americana Barack Obama prometeu suspender imediatamente as restrições de viagens e envios de remessas de dinheiro a Cuba para os cubano-americanos, em um discurso no qual deu detalhes de sua política para a América Latina, em Miami (Flórida, sul), capital do exílio cubano.

AFP |

"Está na hora de irmos além da retórica que não nos traz resultados. É hora de uma nova estratégia", disse Obama, que criticou novamente as políticas da administração de George W. Bush, que endureceram o embargo à ilha comunista, especialmente impondo restrições de viagens e remessas em 2004.

"Não existem melhores embaixadores para a liberdade do que os cubano-americanos. Por essa razão, autorizarei imediatamente viagens e remessas familiares à ilha, sem restrições", defendeu, tocando em um dos pontos mais controvertidos das medidas de Bush em relação a Cuba.

"Está na hora de deixar os cubano-americanos verem suas mães e pais, seus irmãos e irmãs. É hora de deixar que o dinheiro cubano-americano diminua a dependência de seus familiares do regime de Fidel Castro", afirmou Obama.

"Se não nos afastarmos das políticas do passado, não seremos capazes de influenciar o futuro", insistiu Obama.

Os Estados Unidos aplicam um embargo econômico, comercial e financeiro a Cuba desde fevereiro de 1962. As viagens dos americanos de origem cubana para a ilha comunista são autorizadas a conta-gotas e por curtos períodos. Para os cidadãos americanos sem qualquer vínculo com Cuba, são proibidas.

Obama também criticou seu adversário republicano, John McCain, que, segundo ele, mantém o mesmo discurso inflexível de Bush. Trata-se de uma "postura política", comentou Obama, afirmando que "essa política não fez nada para ajudar a liberdade dos cubanos avançar".

O senador por Illinois lembrou que, se for eleito, estará pronto para conversar diretamente com o presidente cubano, Raul Castro, mas, destacou, "no momento e no lugar que eu tiver escolhido e apenas se tivermos uma chance de fazer os interesses dos Estados Unidos e a causa da liberdade dos cubanos avançarem".

"Eu nunca sacrificaria a causa da liberdade", prometeu Obama.

No início da semana, diante da mesma comunidade cubano-americana de Miami, McCain atacou, duramente, o rival democrata, afirmando que Obama estava pronto para enviar "o pior sinal possível à ditadura cubana", ao propor um diálogo com Raul Castro.

"Acredito que devemos dar esperança aos cubanos, e não ao regime castrista", criticou.

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