Obama promete decisões rápidas sobre guerras

Por Ross Colvin e David Alexander WASHINGTON (Reuters) - O presidente dos EUA, Barack Obama, disse na quarta-feira, depois da sua primeira reunião com a cúpula militar do país, que seu governo terá de tomar em breve decisões duras a respeito das guerras do Iraque e do Afeganistão,

Reuters |

Obama, que cogita acelerar a retirada das tropas do Iraque e enviar reforços ao Afeganistão, falou após quase duas horas de reunião no Pentágono com o secretário de Defesa, Robert Gates, e com os generais do Estado-Maior Conjunto.

"Teremos algumas decisões difíceis a tomar o mais imediatamente possível envolvendo o Iraque e o Afeganistão", disse Obama a jornalistas.

Robert Gibbs, porta-voz da Casa Branca, disse que Obama fará um pronunciamento "relativamente em breve" sobre o ritmo de retirada das forças do Iraque e sobre a reformulação da estratégia no Afeganistão.

Uma fonte de defesa disse, sob anonimato, que houve poucas discussões na quarta-feira no Pentágono sobre níveis de tropas ou seu deslocamento.

"Foi uma conversa muito elevada sobre a situação mundial, as ameaças que enfrentamos e os riscos que existem mundo afora", disse o porta-voz do Pentágono, Geoff Morrell. "Os chefes (generais) tiveram uma chance de oferecer sua perspectiva a respeito de tudo isso, e o presidente esteve completamente envolvido e fez muitas perguntas."

A primeira visita presidencial dele ao Departamento de Defesa foi discreta em comparação à ida da semana passada ao Departamento de Estado, num possível sinal de que ele pretende dar mais importância para a diplomacia do que para o poderio militar ao tratar de questões internacionais.

Obama fez uma crítica velada a seu antecessor, George W. Bush, ao declarar que os EUA passaram tempo demais confiando no seu poderio militar para alcançar seus objetivos estratégicos, em detrimento da diplomacia.

"Durante muito tempo colocamos enorme pressão sobre nossos militares para realizarem todo um conjunto de missões, às vezes sem um apoio estratégico e sem o uso de todos os aspectos do poderio norte-americano para garantir que eles não estão arcando com toda a carga."

(Reportagem adicional de David Morgan, Andrew Gray e Matt Spetalnick)

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