Obama promete dar prioridade à luta contra a mudança climática

Macarena Vidal. Washington, 18 nov (EFE).- O presidente eleito dos Estados Unidos, Barack Obama, prometeu hoje dar prioridade à luta contra a mudança climática quando chegar à Casa Branca, enquanto sua equipe de transição continua o processo para selecionar os membros fundamentais do futuro Governo.

EFE |

Obama prometeu hoje, em um discurso por videoconferência durante um encontro de governadores na Califórnia sobre a mudança climática, que a luta contra este fenômeno será uma das prioridades de seu Governo.

Durante sua fala, de cerca de quatro minutos, Obama declarou: "Minha Presidência marcará um novo capítulo na liderança dos EUA sobre a mudança climática".

Em uma reiteração de suas promessas durante a campanha, o presidente eleito expressou seu apoio a um sistema de limitação e negociação para reduzir as emissões de gases poluentes.

Sua meta é levar as emissões ao nível que tinham em 1990, e diminuí-las em 80% até 2050. Além disso, se propõe a investir US$ 15 bilhões anuais para promover o uso de energias limpas no setor privado.

"Prometo isto: quando for presidente, qualquer governador que quiser promover energias limpas terá um aliado na Casa Branca.

Qualquer empresa que desejar investir em energias limpas terá um aliado em Washington. E qualquer país que desejar se unir à causa contra a mudança climática terá um aliado nos EUA", declarou.

Obama afirmou que "logo que assumir o cargo, podem ficar certos de que os EUA voltarão a se envolver de forma profunda nestas negociações, e ajudará a liderar o mundo a uma nova era de cooperação global sobre a mudança climática".

A videoconferência de Obama é o único ato público de hoje do presidente eleito, que permanece em sua casa em Chicago enquanto continua preparando sua equipe de Governo.

Até o momento, o nome que ganha mais força é o da senadora Hillary Clinton para ocupar o Departamento de Estado. Desde que surgiu o rumor na última sexta, nenhuma das partes o negou.

Segundo a imprensa americana, o grande obstáculo para a nomeação é decidir se haveria algum tipo de conflito de interesses com as atividades do ex-presidente e marido da senadora, Bill Clinton.

O ex-presidente lidera atualmente uma organização que leva seu nome e que se dedica à luta contra a pobreza global, mas que também recolhe grandes doações cuja procedência Clinton se nega a revelar.

A possibilidade foi recebida com elogios por parte, inclusive, de importantes republicanos como o ex-secretário de Estado Henry Kissinger.

No entanto, alguns representantes da ala mais esquerdista democrata estão insatisfeitos com a idéia de incorporar à equipe aquela que foi a grande rival do presidente eleito nas primárias.

Segundo o editor da revista "American Prospect", Robert Kuttner, ao site "Politico.com", "sempre existe o risco de que um membro do Governo vá por sua conta, e este risco se vê aumentado pelo fato de Hillary ter seu próprio público e sua própria fama, além de chegar vinculada a Bill".

O cargo de secretário de Estado não é o único que criou polêmica.

O secretário do Tesouro terá na próxima Administração uma importância singular, por causa da gravidade da crise econômica no país.

O ex-secretário do Tesouro durante o Governo de Clinton Larry Summers era um dos nomes mais cotados para assumir a posição, mas esta candidatura parece ter perdido força nos últimos dias.

Para a secretaria da Defesa, uma das possibilidades mais divulgadas é a de que Obama optará por manter em seu posto o atual chefe do Pentágono, Robert Gates, durante um ano, para supervisionar o desenvolvimento dos conflitos no Iraque e no Afeganistão. EFE mv/fal

    Leia tudo sobre: iG

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG