Obama promete combater gripe suína e pede calma à população

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, garantiu nesta quarta-feira que fará todo o possível para deter a gripe suína, e pediu que a população mantenha a calma, durante a entrevista coletiva pelos 100 dias de seu governo.

AFP |

"Continuaremos divulgando relatórios regulares para os americanos, a medida em que obtivermos as informações, e cada um deve assegurar que este governo faz todo o possível para controlar o impacto do vírus".

"Esta é uma situação grave", mas o governo está "tomando as medidas de prevenção" necessárias, garantiu Obama, admitindo que as autoridades poderão adotar medidas severas, como a suspensão das aulas e a paralisação de empresas.

"Isto nos causa profunda preocupação, mas não pânico", destacou o presidente, ao pedir que o povo americano mantenha a calma e siga orientações simples, como lavar as mãos com frequência e permanecer em casa quando apresentar sintomas de gripe.

Obama também afirmou que não fechará a fronteira com o México, país de origem da epidemia, ao estimar que a medida não tem sentido após a chegada do vírus aos Estados Unidos.

"Deste ponto de vista, é inútil fechar a porteira depois que os cavalos fugiram, já que temos casos nos Estados Unidos".

Os EUA já têm 91 casos de gripe suína confirmados, em dez Estados, incluindo 51 em Nova York e 16 no Texas, onde um menino mexicano morreu.

Obama aproveitou a entrevista para reafirmar seu compromisso com a reforma do "falido sistema migratório" americano e tirar "das sombras" milhares de trabalhadores ilegais.

"Vejo o processo andando já este ano. Vou me mover o mais rápido possível (...) Não podemos prosseguir com este falido sistema migratório. Isto não é bom para ninguém", nem para os trabalhadores americanos, nem para os mexicanos "que tentam cruzar a perigosa fronteira".

O atual sistema "mantém estes trabalhadores ilegais nas sombras, o que significa que podem ser explorados", destacou o presidente, antes de pedir mais responsabilidade aos empregadores.

Obama disse que pretende formar um "grupo de trabalho" com os líderes do Congresso para estabelecer uma base que permita promover a reforma migratória no legislativo, onde duas iniciativas similares fracassaram, em 2006 e 2007.

Ao falar da crise econômica, o presidente disse que acredita no ressurgimento de uma Chrysler "viável" após as negociações com as fontes de crédito da montadora.

"Tenho muita esperança, mais que há 30 dias, de que possamos ver uma solução que mantenha a Chrysler viável como construtora de automóveis". Os detalhes da associação com a Fiat "ainda não foram concluídos, então não quero me precipitar (...), mas estou mais otimista do que era sobre as possibilidades de um acordo".

Sobre a General Motors, Obama também está otimista: "sempre disse que a GM tem muitos produtos bons, e se conseguirem superar este período difícil, se adotarem as difíceis decisões que já tomaram, poderão emergir disto como uma empresa viável, forte e competitiva".

Ao analisar a ameaça terrorista, Barack Obama destacou que "confia" na segurança do arsenal nuclear do Paquistão, país cada vez mais afetado pela presença de extremistas islâmicos.

"Tenho confiança de que o arsenal nuclear (paquistanês) ficará longe do alcance dos militantes" extremistas islâmicos. "Penso que podemos garantir que o arsenal nuclear do Paquistão está seguro".

O presidente também estimou que a técnica de interrogatório aplicada a supostos terroristas e conhecida como "submarino" é uma "tortura" e foi um "erro" da administração de George W. Bush.

"Acredito que a simulação de afogamento ("submarino") é uma tortura. Creio que o parecer jurídico que utilizaram para empregar este método foi um erro".

Obama defendeu sua decisão de proibir este método de interrogatório estimando que os Estados Unidos serão mais fortes ao sustentar seus próprios ideais.

afp/LR

    Leia tudo sobre: iG

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG