Obama promete colocar ponto final no programa nuclear da Coreia do Norte

WASHINGTON - O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, prometeu nesta terça-feira colocar um ponto final no programa nuclear da Coreia do Norte, afirmando que Washington não pode se reconciliar com uma Pyongyang detentora de uma bomba atômica.

Redação com agências internacionais |

Obama também declarou que o programa nuclear e de mísseis da Coreia do Norte é "uma grave ameaça" para a Ásia e o resto do mundo, além de ter reafirmado a aliança de seu país com a Coreia do Sul e seu compromisso com a defesa de Seul.

O presidente dos EUA se encontrou nesta terça-feira com o presidente da Coreia do Sul, Lee Myung-bak, em Washington, capital dos Estados Unidos.


Obama se encontrou com o presidente sul-coreano nesta terça / AP

"Houve um padrão no passado, segundo o qual a Coreia do Norte comportava-se de forma beligerante e, se esperasse um tempo suficiente, era depois recompensada com alimentos, combustíveis, empréstimos e toda uma série de benefícios", afirmou Obama a jornalistas. "A mensagem que estamos enviando... é de que vamos romper esse padrão", acrescentou.

Lee reforçou esse ponto, dizendo que a decisão do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) de ampliar as sanções contra a Coreia do Norte demonstrou a resolução firme da comunidade global.

"Os norte-coreanos acabarão entendendo que isso é diferente, que eles não serão capazes de repetir o passado nem as táticas e estratégias passadas", afirmou Lee.

Testes nucleares

A Coreia do Sul e os Estados Unidos ainda não detectaram resíduos radioativos nas amostras aéreas recolhidas desde que a Coreia do Norte realizou o segundo teste nuclear do país, em 25 de maio, informou nesta terça-feira a imprensa sul-coreana.

Segundo fontes oficiais sul-coreanas, as recentes amostras aéreas coletadas na zona próxima a Punggye-ri, onde o regime comunista fez no mês passado seu segundo teste nuclear, não continham traços radioativos que confirmem o teste nuclear.

As fontes consideram que, apesar da inexistência de resíduos, os norte-coreanos conseguiram isolar melhor a zona subterrânea na qual ocorreu o segundo teste, que superou em potência o primeiro, que foi realizado em outubro de 2006.

As autoridades sul-coreanas suspeitam de que o local subterrâneo no qual aconteceu o teste não tenha sido afetado, o que implicaria que não houve vazamento durante as provas.

Após um teste nuclear, é comum a detecção de materiais radioativos como krypton-85 e xenon-135, nas amostras aéreas, segundo os especialistas.

Nesta segunda-feira, a CIA (agência central de inteligência dos Estados Unidos) disse que, segundo suas investigações, a Coreia do Norte "possivelmente" realizou uma explosão nuclear subterrânea em 25 de maio.

A CIA acredita que o segundo teste norte-coreano causou uma explosão de intensidade muito menor que a estabelecida inicialmente por Rússia e Coreia do Sul, que falavam de 20 quilotons, e calculou que a explosão também foi muito inferior em potência à bomba atômica de Hiroshima, que foi de entre 14 e 15 quilotons.

* Com AFP e EFE

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