Obama promete ajuda à indústria automotiva dos EUA

O presidente eleito dos Estados Unidos, Barack Obama, afirmou neste domingo que não vai deixar a indústria automotiva do país entrar em colapso, mas que qualquer ajuda por parte do Estado virá sob certas condições. Segundo declarou em entrevista ao programa Meet the Press, da rede de TV NBC, para obter auxílio do governo, as indústrias e seus acionistas terão que se reestruturar.

BBC Brasil |

Durante a entrevista, Obama evitou entrar em detalhes sobre um plano para salvar a indústria, mas afirmou que deixar grandes montadoras como a General Motors, Ford e Chrysler irem à falência não estava entre as suas opções.

"Isto significa que vamos ter que encontrar uma maneira de pressionar as indústrias do mesmo jeito que um tribunal de falências faria, mas vamos fazer isso de uma maneira que permita que eles mantenham suas fábricas abertas.

Na entrevista, o presidente eleito dos Estados Unidos também afirmou que quer um maior controle do sistema financeiro como um todo.

"Como parte de nosso plano de recuperação econômica, o que vocês verão de minha administração são fortes regras de regulamentação pelas quais bancos, agências de classificação e corretores de hipotecas terão que prestar mais contas e se comportar de modo mais responsável", disse Obama, que toma posse no próximo dia 20 de janeiro.

Obama ainda afirmou que a economia do país pode ficar em condições piores, antes de melhorar.

Ajuda
Na semana passa, os executivos das três maiores montadoras dos EUA - General Motors, Ford e Chrysler - participaram de audiências no Congresso para tentar convencer o legislativo a liberar um pacote de auxílio às empresas.

O Congresso deve votar o pacote ainda nesta semana, segundo líderes democratas do Senado e da Câmara dos Representantes.

As montadoras pedem um empréstimo por parte do governo da ordem de US$ 34 bilhões. Líderes do Congresso e a Casa Branca tiveram encontros neste final de semana para tentar achar uma solução para o problema.

Há discussões sobre de onde o dinheiro da ajuda sairá, com os democratas do Congresso se opondo à proposta do governo Bush de usar um pacote de US$ 25 bilhões que foi inicialmente designado para estimular a indústria a desenvolver veículos mais eficientes em termos de combustível.

Nomeação
Ainda durante a entrevista, o presidente eleito Barack Obama anunciou mais um nome de sua equipe de governo.

Trata-se do general nipo-americano Eric Shinseki, que foi indicado para a pasta de Assuntos de Veteranos de Guerra.

Segundo ele, Shinseki é "o nome certo para honrar os soldados que retornam ao país".

O general deixou o cargo de chefe de pessoal do Exército em 2003, após desavenças com o então secretário de Defesa Donald Rumsfeld sobre o número de tropas necessárias para estabilizar a situação do Iraque após a invasão americana.

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