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Obama promete acabar com Guerra do Iraque

Teresa Bouza Washington, 15 jul (EFE).- O candidato presidencial democrata Barack Obama reiterou hoje seu compromisso de acabar com a Guerra do Iraque caso vença as eleições de novembro nos Estados Unidos e insistiu que, após alcançar esse objetivo, irá se concentrar em lutar contra a Al Qaeda e os talibãs no Afeganistão.

EFE |

O senador, que em breve pretende visitar os dois países, criticou a decisão dos EUA de invadir o Iraque em março de 2003 e destacou que o conflito diminuiu a segurança do país, danificou seu prestígio no mundo, debilitou sua economia e o Exército e reduziu seus recursos para enfrentar os desafios do século XXI.

"Poderíamos ter utilizado toda a força dos EUA para perseguir e destruir Osama bin Laden, a Al Qaeda, os talibãs e todos os terroristas responsáveis pelos atentados de 11 de setembro de 2001", disse em referência às opções de seu país após os citados ataques terroristas contra Washington e Nova York.

"Em vez disso, perdemos milhares de vidas de americanos, gastamos quase US$ 1 trilhão, afastamos aliados e desatendemos ameaças emergentes", destacou Obama durante seu discurso em Washington.

O senador declarou que tudo isso foi feito em nome de uma guerra que já dura mais de cinco anos e que afeta um país que "não tem absolutamente nada a ver com os atentados de 11 de setembro".

Obama explicou que a excessiva concentração no Iraque propiciou uma deterioração sustentada da situação no Afeganistão ao permitir que o grupo terrorista Al Qaeda reforce seu santuário nas regiões tribais do Paquistão.

O candidato republicano, John McCain, também pronunciou hoje um discurso sobre o Afeganistão, no qual afirmou que para alcançar a vitória no país pretende seguir a mesma estratégia de incremento das tropas enviadas ao Iraque.

O militar condecorado de 71 anos também assegurou que sabe mais que Obama sobre "como ganhar guerras".

McCain insistiu que a campanha militar no Iraque está funcionando e argumentou que uma estratégia similar que implique mais tropas, mais programas antiterroristas e uma organização militar mais coerente reduziriam a crescente violência no Afeganistão Já Obama respondeu aos críticos que o acusam de ter voltado atrás em seus planos de retirar as tropas do Iraque no prazo de 16 meses, devido a seu recente comentário de que poderia "refinar" suas políticas sobre o Iraque, após consultar os comandantes militares na zona.

"Podemos realocar nossas missões de combate em um ritmo que permitiria a retirada em 16 meses", disse hoje, e acrescentou que durante o processo seriam realizados os ajustes táticos necessários.

O senador de Illinois afirmou que uma vez alcançado esse objetivo, transformará a luta contra Al Qaeda e os talibãs em prioridade de seu governo.

"Como deveria ter sido óbvio para o presidente (George W.) Bush e para o senador (John) McCain, a frente central desta guerra contra o terrorismo não é nem nunca foi o Iraque", ressaltou.

"A Al Qaeda tem uma base cada vez maior no Paquistão que provavelmente não está mais longe de seu antigo santuário afegão que uma viagem de trem de Washington à Filadélfia", disse.

"Se houver outro atentado em nosso território, procederá provavelmente da mesma região na qual foram planejados (os atentados) de 11 de setembro", afirmou.

McCain demonstrou estar de acordo com ele, ao mencionar que os EUA devem conceder uma maior importância ao Paquistão no marco de sua estratégia regional e reconhecer que os terroristas desfrutam na atualidade de um "santuário" no país.

Obama também disse que se encarregará de assegurar que os países inimigos e grupos terroristas não tenham acesso a armas nucleares.

Para isso, ele expressou sua intenção de reunir-se com o líder iraniano, se isso for de interesse dos EUA.

O quarto objetivo de Obama para melhorar a segurança do país será buscar a segurança energética, ao destinar US$ 150 bilhões em 10 anos para desenvolver energias renováveis.

Além disso, o candidato prometeu reforçar os laços com os aliados europeus para fazer frente a ameaças comuns. EFE tb/ab/plc

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