Washington, 11 nov (EFE).- O presidente eleito dos Estados Unidos, Barack Obama, estuda a possibilidade de iniciar uma estratégia mais regional para a guerra do Afeganistão, que inclui a possibilidade de dialogar com o Irã, publica o jornal The Washington Post.

O "Post", que cita assessores em questões de segurança nacional de Obama, afirma que o futuro inquilino da Casa Branca vê também com bons olhos o incipiente diálogo entre o Governo afegão e setores do Talibã que favorecem a reconciliação.

Obama também planeja renovar os esforços para a captura de Osama bin Laden, uma prioridade que, em sua opinião, a atual Administração deixou de lado após anos de tentativas infrutíferas de encontrar o terrorista de origem saudita.

O democrata, que derrotou na última terça seu rival republicano John McCain nas eleições presidenciais que aconteceram nos EUA, criticou durante a atual campanha a Casa Branca por se concentrar demais no Iraque à custa do Afeganistão.

O presidente eleito quer posicionar milhares de tropas adicionais no Afeganistão.

Obama também prometeu completar a retirada das forças de combate no Iraque em 16 meses.

O "Post" afirma que além de insistir na importância de continuar com as operações americanas contra os guerrilheiros talibãs assentados no Paquistão que atacam as forças dos EUA no Afeganistão, a próxima Administração também lembrará ao público como começou a luta contra os radicais islâmicos.

Esta luta teve início em 11 de Setembro de 2001, quando aconteceram os ataques terroristas contra Washington e Nova York e antes do início das guerras no Iraque e no Afeganistão.

O próximo ocupante da Casa Branca destacará, neste sentido, que a Al Qaeda continua sendo a prioridade nacional em questões de segurança.

"Este é nosso inimigo e deveria ser nosso principal alvo", declarou um assessor de Obama sobre Bin Laden.

No que diz respeito ao Irã, o "Post" cita um alto funcionário militar, que afirma que "seria útil ter um interlocutor para o futuro" para explorar objetivos comuns.

"Os iranianos não querem extremistas sunitas a cargo do Afeganistão mais do que nós queremos", afirmou a citada fonte.

Obama se mostrou aberto durante a campanha para explorar a possibilidade de iniciar um diálogo com países como Irã e Síria, com os quais a atual Administração se negou a conversar. EFE tb/fal

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