Obama prioriza caça a extremistas em novo plano para Afeganistão

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, anunciou nesta sexta-feira sua nova estratégia para o Afeganistão, que inclui o envio de um reforço de milhares de soldados e autoridades civis ao país. Autoridades americanas afirmam que a prioridade da estratégia é buscar e desmantelar refúgios de integrantes da Al-Qaeda e militantes do Talebã.

BBC Brasil |

A estratégia consolida a nova política americana para a região, colocando Afeganistão e Paquistão como um objetivo comum das tropas americanas na região. O plano também prevê um aumento da ajuda financeira para o Paquistão.

Ao anunciar o plano, Barack Obama disse que o objetivo da nova estratégia é combater uma situação "de crescente perigo" e que as forças radicais na região impõem "a maior ameaça para os americanos e para o mundo".

O plano determina o envio de um contingente adicional de 4 mil soldados ao Afeganistão, para se juntar aos 17 mil que já seriam enviados ao país ainda em 2009. Os Estados Unidos já têm 38 mil soldados no país.

Outras centenas de autoridades civis devem ser enviadas ao Afeganistão com o objetivo de ajudar nos setores de segurança, infraestrutura e treinamento das forças afegãs.

A revisão da estratégia americana para o Afeganistão também projeta um aumento no número de soldados afegãos para 134 mil e, na polícia, para 82 mil.

Autoridades afegãs afirmam que qualquer nova estratégia aplicada ao país deve assegurar que o Afeganistão seja capaz de construir sua própria força de segurança.

Em entrevista à BBC, Ashraf Haidari, da embaixada afegã em Washington, afirmou que esta é a única forma do país se defender de seus inimigos, governar com competência e fornecer os serviços básicos.

O plano americano também prevê verbas de US$ 7,5 bilhões para Paquistão como parte de um programa de "apoio direto" ao país.

O presidente Obama esclareceu, no entanto, que a ajuda ao Paquistão não será oferecida na forma de um "cheque em branco" e que o país deverá demonstrar seu comprometimento em combater a Al-Qaeda e outros grupos extremistas.

O problema dos militantes que estão baseados no Paquistão é uma das questões polêmicas na região.

"Não é aceitável para nós simplesmente permitir que terroristas em seus refúgios planejem matar americanos", afirmou Obama na semana passada.

Mas os ataques americanos que atingem território paquistanês tiveram um aumento em 2009 e geraram a insatisfação do governo em Islamabad.

Barack Obama já explicou, por telefone, a nova estratégia para o presidente afegão Hamid Karzai e o presidente paquistanês Asif Ali Zardari.

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