Obama pressiona Israel por concessões antes de visita ao Egito

Jerusalém - O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, espera de Israel uma série de concessões concretas aos palestinos antes de sua viagem no dia 4 de junho ao Cairo, onde deve revelar sua política para o Oriente Médio, indica hoje o diário Haaretz.

EFE |

Entre essas medidas estão a permissão da entrada e saída de produtos da Faixa de Gaza e uma menor restrição de movimento aos palestinos da Cisjordânia, informa o jornal.

Segundo funcionários americanos citados pelo "Ha'aretz", as concessões servirão a Obama para pedir ao mundo árabe que comece a normalizar seus laços com Israel, inclusive antes de um acordo de paz que permita a criação de um Estado palestino.

A visita do presidente dos Estados Unidos ao Egito é considerada crucial, porque Obama deve anunciar sua política para o Oriente Médio, e seus ideias para questões tão urgentes como o processo de paz palestino-israelense e o programa nuclear iraniano.

Antes de revelar suas intenções, Obama está realizando em Washington uma série de contatos com os líderes da região.

Na segunda-feira, se reuniu com o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, em um encontro que aflorou as diferenças entre ambos.

Obama reiterou publicamente seu apoio à solução de dois Estados para dois povos e à necessidade de pôr fim à construção de assentamentos em território palestino ocupado.

O líder israelense, que assumiu o poder em março, não comentou até agora sobre a criação de um Estado palestino e, em seus planos de paz, há apenas confusas fórmulas para um Governo autônomo palestino.

Segundo o "Ha'aretz", Washington acredita que se o mundo árabe começar um processo de normalização com Israel, os israelenses se abrirão a um processo de paz com os palestinos.

Antes de seu esperado discurso no Cairo, Obama também receberá na Casa Branca o governante egípcio, Hosni Mubarak, em 26 de maio, e o presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas, dois dias depois.

A Arábia Saudita também está envolvida na rodada preliminar que o presidente dos Estados Unidos realiza para definir sua política regional.

Segundo o jornal, os sauditas apoiariam um plano similar ao apresentado pelo ex-presidente Bill Clinton nos anos 90, que incluía uma retirada da maioria dos territórios ocupados por Israel desde 1967, a divisão de Jerusalém e um complexo mecanismo para resolver o problema dos refugiados palestinos.

Apesar das expectativas, as fontes do Governo americano citadas pelo "Ha'aretz" disseram que o discurso de Obama na capital egípcia não apresentará em detalhes nenhum plano de paz para israelenses e palestinos, e será concentrado em "estender a mão ao mundo árabe e muçulmano".

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