Obama pressiona Congresso a aprovar reforma do sistema de saúde

(embargada até as 7h deste sábado, horário de Brasília). Washington, 18 jul (EFE).- O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, pediu hoje novamente ao Congresso que aprove a reforma do sistema de saúde e resolva um problema que, conforme afirmou, afeta a estabilidade de toda a economia americana.

EFE |

Após as medidas adotadas para conter a crise financeira, a reforma do sistema de saúde dos Estados Unidos se transformou em uma das prioridades do presidente em seus primeiros meses na Casa Branca.

"Este não é o momento de nos refrearmos e, sem dúvida, também não é o momento de desanimarmos", afirmou Obama nesta sexta-feira na Casa Branca, em uma referência direta aos legisladores.

Apesar de a maioria dentro do Partido Democrata apoiar a aprovação da reforma e de ter levantado a possibilidade de ratificá-la antes do recesso de verão (hemisfério norte), em agosto, alguns querem estudar o problema mais detidamente.

Eles defendem que, ao contrário do que afirma a Casa Branca, é provável que a reforma aumente ainda mais o déficit fiscal.

Em seu discurso emitido todos os sábados, Obama explicou que o problema do atendimento médico nos Estados Unidos se generalizou e se agravou ao ponto de afetar todas as famílias que não podem arcar com seus custos.

O presidente afirmou que os gastos sobem três vezes mais rápido que os salários e atingem todo trabalhador que perde o emprego ou muda de trabalho.

Os custos elevados da saúde também prejudicam as empresas que não podem dar o benefício aos trabalhadores e que foram forçadas a fechar as portas, cortar postos ou enviá-los ao exterior.

Obama admitiu que qualquer reforma terá que superar a oposição dos interesses particulares "e seus agentes no Congresso".

Estes "usarão os mesmos argumentos comuns e usarão as mesmas táticas de amedrontamento que evitaram a reforma antes (...) porque se beneficiam deste aumento incessante no custo", disse.

Ele também negou haver o risco de que a reforma da saúde aumente o déficit fiscal, que atingiu níveis sem precedentes.

"Isto simplesmente não é verdade. Nossas propostas eliminam bilhões de dólares de gastos desnecessários e concessões injustificadas às companhias de seguro".

"Quero que fique muito claro: Não promulgarei nenhum plano de saúde que aumente nosso déficit durante a próxima década", advertiu o governante.

"Ao ajudar a melhorar a qualidade e eficiência (do atendimento médico), as reformas que fizermos alcançarão o controle de nosso déficit a longo prazo", defendeu.

"Hoje, peço à Câmara de Representantes e ao Senado, a democratas e republicanos que aproveitem esta oportunidade e votem a favor de uma reforma que leve ao povo americano o melhor atendimento ao menor custo, que freie as seguradoras, fortaleça as empresas e dê às famílias as opções das quais precisam e a segurança que merecem", afirmou. EFE ojl/db

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