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Obama prepara-se para obter grande marco de campanha nas prévias do Oregon

Teresa Bouza Washington, 20 mai (EFE).- O senador Barack Obama prepara-se para alcançar hoje, nas prévias do estado do Oregon, um grande marco em sua campanha rumo à indicação eleitoral democrata, embora sua rival pela candidatura, Hillary Clinton, tenha deixado claro que está disposta a estragar sua festa.

EFE |

Obama espera que sua previsível vitória no Oregon, estado americano que realiza prévias hoje junto com Kentucky, lhe dê a maioria de delegados eleitos nas urnas.

Esse "grande marco", como vem definindo sua campanha, não lhe permitiria conseguir os 2.025 delegados necessários para obter a candidatura presidencial, mas poderia ajudar-lhe a convencer a elite do partido a cerrar fileiras definitivamente em torno de seu nome.

Nessa linha apontou hoje o ex-senador Tom Daschle, um dos principais assessores de Obama, ao assinalar que "chegou a hora de os democratas se unirem e apoiarem a candidatura do senador".

"Queremos começar o processo de unificação do partido, e acho que nas últimas semanas vimos sinais (...) em ambas as campanhas de que existe o desejo de fazê-lo", disse Daschle, em declarações à rede de televisão "CBS".

Hillary Clinton, por sua vez, voltou a adotar uma atitude combativa, ao insistir na possibilidade de que, caso fossem incluídos os resultados das primárias de Flórida e Michigan (estados punidos com a perda de seus respectivos delegados por terem antecipado suas primárias), ela seria a vencedora no voto popular e, portanto, a elite do partido deveria apoiá-la.

O Partido Democrata deve decidir em 31 de maio o que fazer com os delegados de Flórida e Michigan.

"Mais gente votou em mim do que em meu oponente", disse a senadora, em um ato eleitoral realizado na segunda-feira, em Kentucky, no qual assegurou que a corrida pela candidatura presidencial democrata "não está, em absoluto, definida".

A ex-primeira-dama segue tentando seduzir os cerca de 200 "superdelegados" -personalidades do partido e funcionários eleitos com direito a voto na Convenção Nacional Democrata, no fim de agosto- que ainda não tornaram públicos seus votos.

Tendo em vista que nem Hillary nem Obama alcançarão os 2.025 delegados necessários nas urnas, os superdelegados terão a última palavra na definição da candidatura democrata.

Obama, que ganhou em mais estados e tem mais delegados que Hillary, e leva também uma pequena vantagem em relação aos superdelegados, vem angariando apoios de forma constante nessa frente nas últimas semanas.

Hillary, por sua vez, não abandona a briga, e insiste ter mais possibilidades de vencer o republicano John McCain nas eleições presidenciais de 4 de novembro, por ter triunfado em estados-chave como Ohio e Pensilvânia, que oscilam em seus padrões de voto, e são decisivos para a escolha do presidente.

A ex-primeira-dama argumenta ainda que seu rival é incapaz de atrair grupos cruciais de eleitores, como a classe trabalhadora branca, como ficou provado na semana passada, nas prévias da Virgínia Ocidental, vencidas por ela.

As primárias de Kentucky, onde há 51 delegados em jogo, frente aos 52 do Oregon, poderiam confirmar essa tendência.

Uma pesquisa da Universidade de Suffolk (Boston), divulgada na segunda-feira, dá a Hillary uma vantagem de 26 pontos em Kentucky, estado que tem uma grande classe operária.

Obama tem, segundo essa mesma enquete, uma vantagem de quatro pontos no Oregon. As projeções para as prévias no estado, no entanto, têm resultados muito díspares: o site de pesquisas Real Clear Politics, que realiza uma média de diferentes enquetes, lhe confere hoje 12 pontos de superioridade.

Esse estado, onde Obama atraiu no domingo a maior audiência de sua campanha, de cerca de 75 mil pessoas, é predominantemente branco e educado, com uma base democrata progressista.

Obama obteve bons resultados entre os setores mais educados da população, assim como entre os jovens, os afro-americanos e os independentes.

Após as prévias de hoje, só restarão três a serem disputadas: as de Porto Rico, em 1 de junho, com 55 delegados; as de Dakota do Sul, em 3 de junho, com 15 delegados, e as de Montana, no mesmo dia, com 16 delegados. EFE tb/gs

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