Obama prepara reformas no combate ao terror

Por Matt Spetalnick WASHINGTON (Reuters) - O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, pretende apresentar na terça-feira novas medidas para evitar futuros ataques como a tentativa de explosão de um avião ocorrida no dia de Natal, o que causou desgaste político ao governo devido a possíveis falhas na identificação de suspeitos de terrorismo.

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Obama irá delinear uma primeira série de mudanças, incluindo melhorias nas criticadas "listas de observação" de suspeitos. As medidas serão anunciadas após reuniões com assessores e chefes de inteligência, segundo fontes do governo.

Um dia depois de voltar das férias no Havaí, Obama enfrenta o desafio de dedicar sua atenção à questão da segurança nacional - repentinamente levada ao topo da sua agenda - sem descuidar de outros assuntos prementes, como a redução do desemprego e a aprovação da reforma da saúde pública.

O governo está na defensiva por causa de falhas nos procedimentos de inteligência que permitiram que um nigeriano entrasse com explosivos num avião da Northwest Airlines que fazia o voo Amsterdã-Detroit no último dia 25. O homem foi detido quando tentava sem sucesso explodir o avião, já perto de Detroit.

Agências de espionagem dos EUA e o Departamento de Estado tinham informações sobre as ideias radicais do suspeito Umar Farouk Abdulmutallab, aparentemente ligado à Al Qaeda iemenita, mas não o colocaram na lista de pessoas proibidas de embarcar.

Funcionários da Casa Branca admitem que o caso expôs erros, mas minimizaram a necessidade de uma reforma geral no sistema de segurança pública. A oposição republicana acusa o governo Obama de ser fraco na questão da segurança, e espera usar isso a seu favor na eleição parlamentar de novembro.

O incidente mostra também que os EUA, envolvidos num prolongado conflito no Afeganistão, têm agora uma outra fonte de problemas: o Iêmen, país mais pobre da Península Arábica.

Apesar da atenção que o governo e a imprensa dedicam ao caso, Obama não pretende se afastar de outras prioridades políticas, como emprego e saúde, segundo seu porta-voz Bill Burton.

"Quando você é presidente dos Estados Unidos, consegue conversar e mascar chiclete ao mesmo tempo," disse Burton na segunda-feira.

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