Obama precisará de 2º mandato para levantar embargo a Cuba, diz especialista

Londres, 26 mar (EFE).- O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, precisará de um segundo mandato para suspender o embargo econômico a Cuba, algo que é provável de ocorrer com a atual Administração americana, afirmou hoje Daniel P.

EFE |

Erikson, do centro de estudos Inter-American Dialogue, de Washington.

O levantamento do embargo, em vigor desde 1962, "é uma possibilidade, mas talvez (Obama) espere até o segundo mandato para fazer isso", disse o especialista.

No entanto, Erikson, que apresentou hoje na capital britânica o livro "The Cuba Wars" ("As guerras de Cuba"), disse que, com Obama, "as relações entre Cuba e Estados Unidos vão melhorar", apesar de "ainda haver muitos obstáculos de um processo de reconciliação".

"Primeiramente, vamos ver mudanças muito pequenas de parte dos EUA, mas também da parte cubana", afirmou o especialista em um ato realizado em Canning House.

O tema poderia marcar a Cúpula das Américas que será realizada em abril em Trinidad, onde, segundo o especialista, o líder americano deverá explicar sua política sobre a ilha.

"Obama quer evitar a questão de Cuba na cúpula, mas será muito difícil, porque há muitos países na América Latina que estão interessados na relação entre EUA e Cuba", afirmou.

"E, obviamente, (esses países latino-americanos) querem que os Estados Unidos mudem sua política, especialmente o embargo econômico", acrescentou Eriksson.

No entanto, disse, "levantar o embargo é muito mais complicado, porque é necessário o apoio do Congresso dos EUA e o Congresso está dividido sobre o assunto de Cuba, mas provavelmente os Estados Unidos vão seguir uma política de abertura".

Questionado sobre a possibilidade de uma reunião a curto prazo entre Obama e o presidente cubano, Raúl Castro, Erikson respondeu que ainda é "politicamente muito difícil que um presidente dos Estados Unidos vá ter uma reunião bilateral com o presidente cubano".

"Provavelmente vamos ver mais diplomacia entre os dois Governos, mais conversas entre as duas burocracias, mas não um diálogo em nível presidencial", acrescentou.

De qualquer forma, a Administração de Obama é, "em geral, mais aberta" em relação a Cuba que o Governo de George W. Bush, o que gerará a "revolução da expectativa". EFE pa/db

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