Obama pode manter detidos presos de Guantánamo, diz jornal

Washington, 14 mai (EFE).- O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, avalia a possibilidade de manter detidos por tempo indeterminado e sem julgamento alguns dos suspeitos de terrorismo presos em Guantánamo, informou hoje o jornal The Wall Street Journal.

EFE |

O Governo dos EUA conversa atualmente com os líderes do Congresso e das Forças Armadas para decidir o que fazer com os 241 detidos da prisão da base de Guantánamo, em Cuba, a qual Obama prometeu fechar até janeiro do ano que vem.

O senador republicano Lindsay Graham disse ao "The Wall Street Journal" que uma das ideias do Governo é pedir ao Congresso autorização para realizar as detenções indefinidas, com a aprovação de algum tipo de tribunal de segurança nacional que seria criado especificamente para isso.

O encarceramento teria lugar em território americano, o que garantiria a Obama o cumprimento da promessa de fechar a prisão de Guantánamo.

Um dos líderes de seu partido no Senado, Graham afirmou sua disposição de colaborar com o Governo para aumentar a supervisão dos processos judiciais dos detidos de Guantánamo, mas enfatizou que há muitos obstáculos legais, diz o jornal.

"É uma questão difícil. Como manter na prisão por tempo indeterminado uma pessoa sem julgamento?", perguntou. A Casa Branca não fez comentários a respeito.

De acordo com informações que vazaram para a imprensa nesta semana, Obama também estuda restabelecer os tribunais antiterroristas de Guantánamo criados no mandato do ex-presidente George W. Bush, mas com novas normas que dariam mais direitos aos acusados.

As novas regras impediriam a apresentação de confissões obtidas após maus-tratos, limitariam o uso de declarações ouvidas por terceiros e dariam mais liberdade aos detidos para escolher seus advogados.

Os julgamentos seriam retomados em território americano, provavelmente em alguma base militar.

As organizações de direitos humanos americanos pediram para que esses tribunais especiais sejam totalmente eliminados e que os detidos sejam julgados em cortes civis ou militares normais. Além disso, se opõem a qualquer mecanismo que permita a detenção de suspeitos por tempo indeterminado. EFE cma/bba

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