Obama pode incluir republicanos em seu governo

O futuro governo de Barack Obama nos Estados Unidos poderá ser bipartidário, informaram neste domingo assessores da equipe democrata que participam nos trabalhos de transição de poder.

AFP |

Diante de desafios como a crise econômica e as guerras no Iraque e Afeganistão, tanto os democratas recém-eleitos como os republicanos atualmente no poder expõem um tom de civilidade ante a próxima entrega oficial do poder, em 20 de janeiro.

A Casa Branca já anunciou que fará de tudo para cooperar com a transição.

Nesse contexto, a co-presidente da equipe de transição de Barack Obama, Valerie Jarret, indicou neste domingo que não está descartada a possibilidade de o futuro governo incluir republicanos.

"Estou certa de que a administração incluirá pessoas com diferentes horizontes", disse Jarret, entrevistada pela rede NBC.

"Ao longo de toda a campanha o presidente eleito, Barack Obama, fez referência à importância de não ser partidarista", lembrou.

"Realmente acredito que ele tomará decisões melhores se estiver rodeado de pessoas com perspectivas diferentes. Portanto, é muito importante para ele ter essa diversidade ao redor da mesa", disse Jarret, uma pessoa próxima ao casal Obama e que fez sua carreira administrativa na cidade de Chicago (Illinois, norte), além de co-dirigir as finanças da campanha eleitoral.

Com os militares americanos no Iraque e Afeganistão, uma questão chave é se Obama manterá o secretário de Defesa Robert Gates em seu cargo.

"Acho que agora tudo é uma possibilidade", respondeu Jarret, ao ser indagada sobre a questão.

Obama já nomeou o congressista Rahm Emanuel como seu chefe de gabinete, uma escolha que foi imediatamente qualificada de "irônica" pelo líder da minoria republicana na Câmara de Representantes, John Boehner.

"Esta é uma escolha irônica para um presidente eleito que prometeu mudar Washington, tornar as políticas mais civis e governar do centro", afirmou o republicano.

No entanto, Jarret defendeu a escolha de Obama.

"Ninguém pode começar a trabalhar mais rápido do que Rahm Emanuel. Ele abraça a filosofia do presidente eleito Obama. Vai fazer um trabalho excepcional", enfatizou.

Depois de sua eleição em 4 de novembro, Obama começou a receber diariamente os mesmos relatórios que o presidente George W. Bush e realizar conversas informais com vários líderes mundiais.

Mesmo assim, Obama insiste que não quer interferir com o atual governo, repetindo que os Estado Unidos só têm "um presidente de cada vez".

Na Casa Branca, o chefe de gabinete de Bush, Joshua Bolten, assegurou neste domingo que o governo trabalha estreitamente com a equipe de Obama para que a transição aconteça sem tropeços.

"Em geral toda nova administração começa do zero. É uma transição abrupta", acrescentou. "Mas há muitas coisas que podemos fazer para que a transição seja mais fluida, para que seja mais como uma corrida de revezamento", disse.

"Podemos ser de grande ajuda, é nossa responsabilidade, em particular num momento em que nosso país está sob ameaça", acrescentou.

"Se uma crise explodir em 21 de janeiro", o dia seguinte à posse de Obama, disse, "haverá quem poderá enfrentá-la. Nós devemos atuar de modo que eles estejam o melhor preparados possível", concluiu Bolten.

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