Obama pode anular política antiaborto

WASHINGTON - O presidente americano, Barack Obama, deve anular nesta sexta-feira uma lei que proíbe os Estados Unidos de financiar organizações que praticam ou facilitam o aborto no exterior, disse um responsável da Casa Branca que não quis se identificar.

Redação com agências internacionais |


O decreto anularia uma política que proíbe todas as organizações beneficiárias de financiamento do Estado americano de ajudar grupos internacionais que pratiquem aborto ou ofereçam informações e aconselhamento sobre aborto.

A política foi instituída pelo presidente republicano Ronald Reagan em 1984, banida por seu sucessor Bill Clinton, e depois restabelecida em 2001 por George W. Bush, em uma de suas primeiras ações como presidente.

Nesta quinta-feira, Obama manifestou seu compromisso com a defesa do direito ao aborto. "Continuo determinado a proteger a liberdade das mulheres de escolher" entre ter um filho, ou não, declarou, em nota divulgada por ocasião do 36º aniversário de uma decisão histórica da Suprema Corte sobre o direito ao aborto nos EUA.

A data "nos lembra que essa decisão não apenas protegeu a saúde das mulheres e a liberdade de reprodução, mas simboliza um princípio maior: que o governo não tem de se intrometer nos assuntos familiares mais íntimos", justificou, marcando, mais uma vez, sua diferença em relação ao antecessor, George W. Bush.

A opinião pública norte-americana sobre o aborto tem sido estável nas últimas décadas, com pesquisas quase sempre mostrando uma maioria estreita a favor da legalidade do procedimento em todos ou na maioria dos casos.

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