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Obama perdoa Jesse Jackson por comentário grosseiro

Um porta-voz do virtual candidato democrata à Presidência dos Estados Unidos, Barack Obama, disse que o candidato perdoou o reverendo Jesse Jackson por um comentário grosseiro feito por ele em relação a Obama em um canal de TV americano. Jackson, um dos mais conhecidos defensores dos direitos dos negros nos Estados Unidos, tinha sido convidado para falar em um programa de entrevistas no canal de TV Fox News e, enquanto o programa não começava, explicou a outro convidado sua opinião a respeito de recentes discursos de Obama sobre moralidade.

BBC Brasil |

Em um murmúrio, Jackson criticou a forma como Obama tem se dirigido à comunidade negra e afirmou que queria cortar os testículos do democrata, sem saber que o microfone captou os comentários dele.

Desde que seus comentários foram divulgados, na quarta-feira, Jackson pediu publicamente desculpas a Obama.

Segundo o porta-voz do candidato Bill Burton, Obama irá "continuar a falar sobre as responsabilidades que temos com nós mesmos e com os outros, e obviamente aceita o pedido de desculpas do reverendo Jackson".

Problemas com pastores
Jesse Jackson, que apóia a candidatura de Obama, explicou que estava tentando encorajar o senador Obama a falar sobre outras questões importantes da comunidade negra e não apenas sobre a responsabilidade moral de homens negros - o motivo do comentário feito no canal Fox News.

Para ele, Obama também deveria falar sobre "a moral e responsabilidade coletiva do governo e das políticas públicas".

O próprio reverendo disse que seu comentário foi "grosseiro". "Peço desculpas por isso, pois não quero causar nenhum dano ou prejudicar sua campanha. Ela representa muitos sonhos de tantos que pagaram tão alto."
Barack Obama já teve outros problemas com reverendos durante sua campanha.

Em maio, o candidato democrata afirmou que estava "profundamente decepcionado" com um sermão do reverendo Michael Pfleger, que apóia sua campanha e que sugeriu que a então adversária de Obama na disputa da indicação democrata, Hillary Clinton, achava que "tinha o direito" de derrotar Obama por ser branca.

Antes, Obama também reprovou os comentários de Jeremiah Wright - o pastor da igreja freqüentada há anos por Obama em Chicago -, que disse em um de seus sermões que os ataques de 11 de setembro de 2001 foram gerados pela suposta política externa belicosa do governo americano.

Na época, Obama afirmou que estes comentários do reverendo que celebrou seu casamento e batizou suas filhas foram "ultrajantes".

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