Obama perde popularidade com crescente debate sobre reforma sanitária

Washington, 21 ago (EFE).- A polêmica reforma no sistema de saúde americano impulsionada pela Casa Branca está prejudicando o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, segundo as últimas pesquisas, que mostram que o índice de desaprovação do líder alcançou um recorde de 40%.

EFE |

A enquete conjunta do jornal "Washington Post" e da rede de televisão "ABC" divulgada hoje mostra que a popularidade de Obama sofreu um forte abalo durante os últimos meses, período no qual a oposição a seu plano de reforma do sistema médico se intensificou.

Obama tem agora um índice de aprovação de 57%, 12 pontos a menos que em abril, quando alcançou o maior apoio popular.

Agora, somente 49% dos americanos dizem confiar que Obama tomará as decisões certas para o país, abaixo da taxa de 60% que afirmava o mesmo quando o presidente completou seus primeiros 100 dias na Casa Branca, no final de abril.

O pessimismo entre os americanos sobre a direção do país aumentou de forma proporcional à oposição à reforma sanitária.

Assim, 55% dos americanos acreditam que a situação vai "seriamente" pelo mau caminho, acima de uma taxa de 48% que pensava o mesmo em abril.

Apesar da maior percepção negativa sobre o rumo geral do país, os americanos estão mais otimistas sobre a duração da recessão: 50% acreditam que será superada nos próximos 12 meses, contra 28% que em fevereiro pensava que a crise seria superada rápido.

A pesquisa mostra que a reforma sanitária se transformou em um assunto complicado para Obama.

Do total de consultados, 50% são contra a maneira como o assunto está sendo administrado, o nível mais alto de sua Presidência; enquanto 42% dos entrevistados afirmam que "desaprova categoricamente" a forma na qual Obama lida com o tema prioritário de sua política interna.

A pesquisa entre mil adultos do país foi realizada entre os dias 13 e 17 de agosto, logo depois que explodiu o debate sobre o futuro do plano de saúde pública proposto como parte da reforma.

Vários comentários ambíguos de Obama e de altos funcionários do Governo no fim de semana passado foram interpretados como um sinal de que a Casa Branca ia contra a "opção pública".

A Casa Branca diz que Obama continua achando que a opção pública é a melhor forma de introduzir concorrência em um sistema dominado pelas seguradoras privadas, mas afirma que está aberta a considerar "outras opções".

Segundo a enquete divulgada hoje, 52% dos americanos são a favor de um novo plano de seguro de saúde para competir com as seguradoras privadas, enquanto 46% se opõem à ideia.

Esses resultados significam uma grande mudança em comparação com o mês de junho, quando 62% dos consultados respaldavam a ideia e 33% se opunham a ela.

Os protestos sobre a reforma organizados pelos congressistas em seus estados dominaram a cobertura da imprensa, especialmente de televisão, durante esse mês.

Os protestos foram marcados por vaias, cartazes com mensagens ofensivas e até ameaçantes a Obama e fotos do presidente retratado como Hitler.

Do total, 51% dos americanos acreditam que essas demonstrações públicas são "apropriadas", contra 45% que afirmam o contrário. EFE tb/pd

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