Obama perde apoio entre eleitores independentes, diz pesquisa

Apenas 31% destes eleitores aprovam governo do presidente; na disputa republicana na Carolina do Sul, cai vantagem de Romney

iG São Paulo |

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, deve ter dificuldade para conquistar o voto dos eleitores independentes nas eleições de novembro, indicou uma pesquisa do jornal New York Times e da CBS News publicada na quarta-feira. De acordo com o levantamento, a maior parte deste eleitorado se diz frustrada com o governo Obama, desaprova sua política econômica e não sabe o que ele pretende alcançar caso seja reeleito.

A pesquisa mostra que 31% dos eleitores independentes têm opinião favorável em relação ao presidente, enquanto dois terços dos entrevistados afirmam que ele não conseguiu nenhum progresso real na questão econômica. Em 2008, quando foi eleito, presidente, Obama recebeu apoio de 52% dos eleitores independentes, contra 44% que apoiaram o candidato republicano John McCain.

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AP
Obama discursa na Casa Branca, em Washington (13/01)

Se considerados todos os eleitores, independentes ou não, 38% aprovam o governo Obama, 45% desaprovam e 17% não têm opinião, segundo a pesquisa.

Por outro lado, quase a metade dos independentes disse que ainda não formaram uma opinião sobre Mitt Romney , favorito na corrida republicana para disputar a eleição com Obama. Quando apenas eleitores republicanos foram entrevistados, quase 7 entre 10 disseram que queria mais opções de pré-candidatos.

A pesquisa entrevistou por telefone 1.154 americanos, incluindo 1.021 eleitores registrados, entre 12 e 17 de janeiro. A margem de erro é de 3 pontos porcentuais para cima ou para baixo.

Carolina do Sul

Outra pesquisa, divulgada na quarta-feira pela rede CNN, mostrou um avanço do candidato Newt Gingrich na primária republicana da Carolina do Sul, que acontece no sábado.

Romney ainda é o favorito, mas sua vantagem em relação a Gingrich caiu 9 pontos percentuais no período de duas semanas. Segundo o levantamento, Romney tem 33% dos votos contra 23% de seu principal rival.

Curtis Loftis, coordenador da campanha de Romney na Carolina do Sul, fez um apelo ao eleitorado para que compareça às urnas. "Temos de trabalhar mais duro do que vocês sabem. Temos de levar todo mundo às urnas, do contrário não conseguiremos mandar Barack Obama para casa", disse ele a uma plateia num subúrbio de Columbia.

Leia também: Favorito, Romney é alvo de ataques em debate na Carolina do Sul

Romney venceu as duas primeiras etapas da disputa interna do Partido Republicano pela indicação à presidência (o caucus de Iowa e a primária de New Hampshire) e lidera as pesquisas em nível nacional.

Gingrich, ex-presidente da Câmara dos Deputados, parece ter encontrado uma linha de ataque eficaz nos últimos dias, sendo aplaudido nos discursos em que enfatiza a necessidade de criar empregos. Ao mesmo tempo, o ex-deputado tem recuado da estratégia de criticar Romney por empregos perdidos em companhias que ele adquiriu na época em que comandava a firma de investimentos Bain Capital.

Mas Romney, ex-governador de Massachusetts, continua enfrentando problemas por conta da sua passagem pela iniciativa privada. Dono de uma fortuna estimada em US$ 270 milhões, ele admitiu nesta semana que só paga cerca de 15% de imposto de renda - bem menos que a alíquota da maioria dos assalariados americanos. Isso acontece porque a legislação taxa mais os salários do que os lucros financeiros.

Pressionado a divulgar suas declarações de imposto, Romney disse num debate na segunda-feira que fará isso em abril, quando termina o prazo oficial para que candidatos apresentem essa declaração - mas quando a maioria dos Estados já terá feito suas eleições primárias.

Com Reuters

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