Obama percorre país levando mensagem sobre emprego aos americanos

Macarena Vidal. Washington, 28 jan (EFE).- O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, começou hoje pela Flórida uma viagem para divulgar uma mensagem econômica e reforças as promessas de geração de emprego para os cidadãos, que citou durante o discurso sobre o Estado da União.

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Obama que afirmou ontem à noite diante das câmaras do Congresso que a criação de emprego será "a principal prioridade para 2010", chegou a Tampa para assistir à cerimônia de inauguração dos trabalhos de construção de uma linha de trem de alta velocidade que ligará essa localidade a Orlando.

Segundo Obama, que viajou acompanhado de seu vice-presidente, Joseph Biden, "não há razão para que a Europa e a China possam ter os trens mais rápidos, quando nós podemos fabricá-los aqui nos EUA".

China anunciou planos para construir uma rede ferroviária de alta velocidade superior a 25 mil quilômetros até 2020, que gerará um investimento ao redor de US$ 300 bilhões.

"É o correto", insistiu Obama em reunião com cerca de 3 mil eleitores que o receberam de modo entusiasta.

Por sua vez, o vice-presidente dos EUA, Joseph Biden, declarou: "ao investir em trens de alta velocidade, fazemos muitas coisas boas por nosso país ao mesmo tempo".

"No curto prazo, geramos vagas de qualidade na construção e na indústria manufatureira; estimulamos o crescimento econômico e a qualidade de vida de nossas comunidades, ao tempo que reduzimos o impacto ambiental e aumentamos a capacidade dos EUA de competir com o restante do mundo", explicou.

Ao todo, o Departamento de Trabalho dos EUA destinará US$ 8 bilhões para o desenvolvimento da uma rede de trens de alta velocidade, que vai começar na Flórida, passar por Illinois e chegar à Califórnia.

O recurso é oriundo do plano de estímulo econômico aprovado no ano passado e inicialmente será destinado a 13 projetos diferentes, distribuídos em 31 estados.

Pressionado por um índice de desemprego em torno de 10% e um crescente ceticismo entre o eleitorado, Obama utilizou o discurso sobre o Estado da União, ontem à noite, para retomar a iniciativa política e demonstrar isso aos eleitores que o escutavam.

Dois terços do discurso se referiram aos assuntos econômicos, entre os quais o presidente americano se comprometeu a dobrar as exportações no prazo de cinco anos, o para ele permitirá criar 2 milhões de postos de trabalho.

Com recursos oriundos do plano de resgate financeiro, anunciou US$ 30 bilhões para que os bancos comunitários possam emprestar dinheiro às empresas pequenas e estas tenham assim maior facilidade para contratar.

Pediu também ao Congresso um projeto de lei sobre a criação de emprego e um segundo plano de estímulo, após a aprovação do primeiro no valor de US$ 787 bilhões há 11 meses, que contemple agora projetos de infraestrutura e às pequenas empresas.

A mensagem sobre a geração de emprego de Obama coincidiu hoje com a publicação dos números semanais de desemprego, que apontaram uma redução inferior à esperada pelos analistas.

Pelos dados oficiais, as novas solicitações de seguro desemprego caíram em 8 mil, passando a 470 mil, enquanto os analistas esperavam que caíssem para 450 mil.

Obama deve levar suas palavras amanhã a Baltimore, em Maryland, onde a Casa Branca disse que apresentará uma nova proposta à criação de emprego.

Na terça-feira, um dia depois de apresentar sua proposta de orçamento para o próximo ano ao Congresso, viajará para New Hampshire para transmitir o recado aos eleitores daquela região.

Uma pesquisa feita após seu discurso indicava que os espectadores que assistiram ao discurso presidencial se mostraram de acordo com 83% de suas propostas.

Em contrapartida, a oposição republicana se mostrou cética. Em declarações à rede "CBS", o senador John McCain, antigo rival de Obama nas eleições presidenciais, afirmou que não apoiará um projeto de lei sobre criação de emprego, por considerar que só serviria para dar continuidade a uma política fracassada.

De acordo com McCain, o custo de uma medida similar oscilaria entre US$ 80 bilhões e US$ 115 bilhões, em momento no qual o déficit fiscal do país chega a US$ 1,4 trilhão. EFE mv/dm

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