O presidente eleito dos Estados Unidos, Barack Obama, está estudando uma estratégia regional para enfrentar a guerra no Afeganistão, que pode incluir conversações com o Irã, informa o jornal The Washington Post.

Com base em informações de assessores em segurança nacional de Obama, não identificados, o jornal afirma que o futuro governo democrata tentaria levar adiante conversações entre o governo afegão de Hamid Karzai e membros "reconciliáveis" da milícia talibã.

Ao assumir a presidência em 20 de janeiro, Obama tentará centrar a política externa americana na captura de Osama Bin Laden, o responsável dos ataques terroristas de 11 de setembro de 2001, afirmaram os assessores de Obama ao Post.

"O governo de George W. Bush tem sido obstruído por restrições ideológicas e diplomáticas, e um compromisso pouco realista com a meta de construir uma democracia moderna no Afeganistão", acrescenta o jornal, que cita entrevistas com vários assessores de Obama antes e depois das eleições de 4 de novembro.

Uma meta mais realista ajudaria a construir um Afeganistão estável, que rejeitaria o extremismo islâmico e não ameaçaria os interesses dos Estados Unidos, acrescentam as fontes entrevistadas pelo jornal.

Estados Unidos e Irã compartilham um interesse, de acordo com esta análise: "Assim como nós, não querem extremistas sunitas no controle do Afeganistão", afirma uma fonte ao Post.

Durante a campanha, Obama disse que exploraria a possibilidade de conversações diretas com inimigos dos Estados Unidos, incluindo o Irã.

No entanto, ainda é muito cedo para saber como a Casa Branca agiria para coordenar uma conversação com o Irã sobre o Afeganistão, já que Washington e Teerã não possuem relações diplomáticas desde 1979, lembra o Post.

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