Obama pede união dos partidos pela recuperação da economia

CHICAGO - O presidente eleito dos Estados Unidos, Barack Obama, disse que a combalida economia norte-americana pode ter de enfrentar mais desafios e pediu que os congressistas trabalhem rapidamente sobre propostas de recuperação, apesar de alguns republicanos expressarem suas reservas em relação aos planos de aprovação de um amplo pacote de estímulo à economia.

Reuters |

"No momento em que marcamos o início de um novo ano, nós também sabemos que a América enfrenta grandes e crescentes desafios - desafios que ameaçam a economia de nossa nação e os nossos sonhos para o futuro", disse Obama em sua mensagem semanal para rádio e Internet.

"Para um número grande demais de famílias, este novo ano traz nova incerteza e inquietação já que as contas se acumulam, as dívidas continuam a crescer e os pais temem que seus filhos não tenham as mesmas oportunidades que eles tiveram", afirmou Obama, que assume o cargo em 20 de janeiro. Ele disse que vai se encontrar na semana que vem, em Washington, com líderes democratas e republicanos para discutir seu plano destinado a impulsionar a economia dos EUA e criar 3 milhões de empregos.

"Chegamos aqui e os problemas que enfrentamos hoje não são problemas dos democratas ou problemas dos republicanos", disse ele. "Estes são problemas da América e nós temos de nos unir como americanos para abordá-los com a urgência que este momento exige."

Obama disse que os economistas concordaram que se os Estados Unidos não agirem "rápida e corajosamente, nós poderíamos ter uma desaceleração econômica muito mais profunda, que poderia levar a um desemprego de dois dígitos e ver o sonho americano se desviar para longe de alcance."

Meta de 3 milhões de empregos

AP
Barack Obama volta das férias
Barack Obama volta das férias
Ele disse que o país precisa de um plano de reinvestimento e recuperação econômica que crie empregos a curto prazo e estimule a competitividade e o crescimento econômico no longo prazo.

Obama deu poucos detalhes sobre o novo plano, que ainda será divulgado por sua equipe de transição, mas tem custo estimado entre 675 bilhões de dólares e US$ 775 bilhões. Ele disse que sua prioridade número 1 é criar 3 milhões de empregos - mais de 80 por cento deles no setor privado.

Obama afirmou que o plano de recuperação deverá incluir investimentos estratégicos que serviriam como uma "entrada" para o futuro econômico da América no longo prazo. Além disso, como parte do pacote, o governo deve exigir estrita prestação de contas e supervisão e também assegurar que o déficit seja reduzido à medida que a economia se recupera.

Os democratas, maioria no Congresso, querem que os estímulos à economia incluam redução de impostos para a classe média e gastos do governo em educação, estradas e outras obras de infra-estrutura. Os Estados, que estão cada vez mais tendo dificuldades para pagar os custos do sistema de saúde para os pobres, também receberiam dinheiro da União.

Mas os representantes dos republicanos no Capitólio têm alertado que o pacote de recuperação econômica não deveria destinar tanto dinheiro para projetos financiados pelo governo e não deveria ser levado às pressas ao Congresso, sem uma avaliação adequada.

Os republicanos dizem que não vão dar sua chancela a um imenso plano dispendioso.

Os democratas esperam entregar o plano a Obama quando ele assumir a presidência, no dia 20 de janeiro, ou logo depois disso.

Um dos pontos do plano poderia ser a sugestão da expressão "compre americano", um lema que beneficiaria a indústria dos EUA, disse na sexta-feira um assessor de Obama. Um plano como esse teria sido sugerido pela indústria do aço como meio de ajudar o país a enfrentar a desaceleração econômica.

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