Obama pede união dos países para resolver desafios

Washington, 11 abr (EFE).- O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, fez hoje uma chamada à comunidade internacional para que todas as nações se unam e resolvam conjuntamente os desafios enfrentados atualmente pelo mundo.

EFE |

Na tradicional mensagem radiofônica dos sábados, Obama, que acaba de retornar de sua primeira viagem pela Europa, destacou que nenhum país pode resolver sozinho problemas globais como a recessão, o terrorismo internacional, a mudança climática e a proliferação nuclear.

Em seu discurso, Obama disse que, em um momento no qual o mundo enfrenta a provas e desafios como nunca visto antes, "é mais importante do que nunca" que os países tenham consciência de que todos têm o mesmo destino.

O presidente americano ressaltou que "nenhum país, independente do quão poderoso que seja, pode enfrentar estes desafios sozinho".

Obama se referiu à crise econômica, ao extremismo violento que causou mortes de homens, mulheres e crianças inocentes de Manhattan a Mumbai, à dependência "insustentável" do petróleo do exterior e de outras fontes de energia que contaminam "nosso ar e água", e à persistência de doenças mortais, assim como ao ressurgimento de conflitos antigos.

"Os EUA têm que liderar o caminho, mas nossa melhor oportunidade para resolver estes problemas sem precedentes vem se agirmos coordenadamente com outras nações", disse.

Por isso, acrescentou, reuniu-se, em Londres, com os líderes do Grupo dos Vinte (G20, os países ricos e os principais emergentes) para garantir que as maiores economias do mundo tomem ações enérgicas e unificadas diante da crise econômica global.

"Juntos, demos passos para estimular o crescimento, restaurar o fluxo de crédito, abrir mercados e reformar drasticamente nosso sistema financeiro regulador, para prevenir que essas crises voltem a se repetir", disse Obama.

Os países também só podem derrotar as ameaças do século XXI, como o terrorismo da Al Qaeda, se trabalharem juntos, disse.

O presidente se mostrou "incentivado" pelo apoio que recebeu na cúpula da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) a sua nova estratégia para o Afeganistão e o Paquistão, e pelas contribuições para apoiá-la.

Obama disse que somente se os países agirem de forma coordenada podem frear a proliferação das armas mais perigosas do mundo.

O presidente americano também se referiu aos conflitos antigos que ressurgem de vez em quando em diferentes partes do mundo, ao afirmar que "somente construindo um novo fundamento de confiança mútua podemos enfrentar alguns de nossos problemas mais arraigados".

"Não podemos nos permitir que persistam os muros da desconfiança.

Em seu lugar, temos que encontrar, e construir sobre eles, nossos interesses comuns. Somente quando as pessoas se unem e procuram uma base comum começa a desaparecer a desconfiança. E é então que o progresso é possível", concluiu. EFE cae/an

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