Obama pede suspensão de julgamentos em Guantánamo

WASHINGTON - A Procuradoria militar dos Estados Unidos, seguindo diretrizes do novo presidente do país, Barack Obama, pediu a suspensão durante quatro meses dos julgamentos dos detidos na prisão de Guantánamo, em Cuba.

Redação com agências internacionais |

Uma solicitação formal neste sentido foi apresentada na noite da terça-feira noite aos juízes militares responsáveis pelos casos de Guantánamo, em cumprimento a uma ordem de Obama, transmitida oralmente através do secretário da Defesa, Robert Gates.

A solicitação foi feita horas antes do início das audiências de cinco acusados de terem ligações com os atentados contra os Estados Unidos de 11 de setembro de 2001.

AP
Obama participa da posse ao lado da mulher, Michelle, e das filhas

Obama toma posse ao lado da mulher, Michelle, e das filhas

No documento de duas páginas, o governo afirma que os interesses da justiça serão contemplados com a imediata suspensão dos julgamentos. Foi solicitado um adiamento de 120 dias nas audiências.

Segundo o documento, o adiamento permitirá que o presidente e seu governo tenham tempo para revisar o processo das comissões militares.

O principal advogado nos casos em Guantánamo, o coronel Peter Masciola, previu que "os juízes vão seguir as indicações do presidente", independentemente das ações da defesa, segundo o diário "Miami Herald".

Os advogados de defesa previsivelmente argumentarão novamente a favor do sobrestamento das causas, e não só em prol de sua suspensão até 20 de maio.

Ao longo da campanha à Casa Branca, Obama se comprometeu a fechar a prisão de Guantánamo, cuja existência foi amplamente criticada por organizações defensoras dos direitos humanos.

Confirmações

Nesta quarta-feira, o novo presidente dos Estados Unidos deverá se reunir com seus assessores econômicos e militares.

Grande parte dos membros de seu gabinete já foi empossada, mas algumas figuras-chave ainda precisam passar por sabatinas no Senado ou debates para a confirmação no cargo.

O Senado americano, que tradicionalmente aprova com rapidez os membros de gabinetes de novos presidentes, confirmou nesta terça-feira seis nomes do governo de Barack Obama, incluindo a secretária de Segurança Interna, Janet Napolitano, e o secretário de Energia, Steven Chu.

Entretanto, a aprovação da senadora Hillary Clinton como secretária de Estado foi adiada depois que um senador republicano solicitou um debate sobre as doações feitas por estrangeiros à fundação de seu marido, o ex-presidente Bill Clinton.

O debate está marcado para esta quarta-feira, e a confirmação do nome de Hillary no cargo é esperada para logo após.
Já Timothy Geithner, nomeado o chefe do Departamento de Tesouro, deve ser submetido a um comitê do Senado também nesta quarta-feira.

Ele terá que explicar porque deixou de pagar alguns impostos enquanto trabalhava para o Fundo Monetário Internacional.

Outros membros do gabinete de Obama que ainda precisam ser confirmados pelo Senado são Eric Holder, indicado para a pasta da Justiça, e Tom Daschle, para a Saúde.

Assista à reportagem sobre a posse de Obama:

Análises

Opinião

Leia também:

Galerias de fotos

Vídeos

    Leia tudo sobre: guantánamoobama

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG