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Obama pede não se esquecer do Holocausto

Cracóvia, 27 jan (EFE).- O presidente americano, Barack Obama, pediu hoje não se esquecer jamais da tragédia vivida entre os muros do campo de concentração nazista de Auschwitz, libertado há 65 anos por tropas soviéticas e principal cenário do Holocausto, que matou na Europa seis milhões de judeus.

EFE |

As palavras do líder americano, que não comparecerá às cerimônias em memória do Holocausto, previstos ao longo do dia em Cracóvia e Oswiecim (Auschwitz em polonês), chegaram em um vídeo-mensagem emitido no Fórum Internacional do Holocausto "Let my people live" ("Deixem minha gente viver"), ocorrido na Ópera de Cracóvia.

Obama quis agradecer à Polônia pelos esforços para manter o museu e o centro de interpretação da história de Auschwitz-Birkenau, "um lugar que todos devemos conhecer".

O presidente americano também se referiu aos ex-prisioneiros deste campo de concentração, aos quais qualificou de "memória viva" e exemplo na luta "contra o anti-semitismo e qualquer outra forma de intolerância".

Quem marcou presença foi o presidente do Parlamento Europeu, o polonês Jerzy Buzek, que destacou a necessidade de executar os programas educativos necessários para que os europeus não esqueçam e aprendam a lições de um passado trágico.

"Lembro o recente roubo do letreiro "Arbeit macht frei" ("O trabalho liberta", roubado em dezembro e recuperado dias depois pela Polícia polonesa), um ato abominável que representa essa falta de educação e respeito que temos que combater", disse Buzek.

Esta é a terceira edição do Fórum Internacional do Holocausto, uma iniciativa promovida pelo Congresso Europeu Judeu com o objetivo de manter viva a memória dos que morreram sob a barbárie nazista e lutar para que no futuro não se repitam eventos semelhantes.

"Lembrar o passado para enfrentar os desafios atuais" é o lema eleito nesta ocasião, "um momento histórico em que o Irã e sua intenção de obter armas nucleares se transformaram na grande ameaça mundial", assinalou o presidente do Congresso, Moshe Kantor.

Hoje é o dia designado pelas Nações Unidas para a celebração do Holocausto, uma data que coincide com a libertação há 65 anos por parte do Exército soviético do campo de concentração nazista de Auschwitz-Birkenau.

Estima-se que seis milhões de judeus foram assassinados na Europa durante a Segunda Guerra Mundial como resultado da "Solução Final" iniciada pelo regime nazista de Adolf Hitler.

Entre aqueles, mais de um milhão morreram entre os muros de Auschwitz, o maior campo de extermínio alemão entre os seis que havia na Polônia. EFE nt/sa

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