fim de brigas e diz que é hora de ação sobre reforma de saúde dos EUA - Mundo - iG" /

Obama pede fim de brigas e diz que é hora de ação sobre reforma de saúde dos EUA

WASHINGTON - Em um esperado discurso ao Congresso em horário nobre nesta quarta-feira, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, disse que chegou a hora de tomar as medidas necessárias para aprovar a reforma no sistema de saúde do país.

Redação com agências internacionais |

Com seu discurso, o presidente americano tenta romper o impasse no qual se encontra a reforma, sua grande prioridade legislativa e de cujo sucesso pode depender seu futuro político.


Observado pelo vice Joe Biden, Obama discursa ao Congresso / AFP

Nas últimas semanas, a popularidade de Obama recuou, em um momento em que os republicanos conseguiram desviar o foco do debate, advertindo que o presidente quer criar um sistema "socialista", que não permitirá aos americanos escolher livremente seus médicos.

No Congresso lotado e com transmissão ao vivo nas principais redes de TV dos EUA, Obama desafiou a oposição e afirmou que "a hora para brigas acabou".

"A hora para jogos políticos já passou. Agora é a hora de agirmos. Agora é a hora de trazermos as melhores ideias de ambos os partidos e mostrar ao povo americano que ainda podemos fazer o que fomos eleitos quando temos de trazer as melhores idéias de ambas as partes em conjunto, e mostrar ao povo americano que ainda podemos fazer o que fomos mandados fazer quando nos elegemos", disse Obama.

Em seu discurso, o presidente rebateu as críticas e assegurou que a reforma no sistema de saúde proporcionará "mais segurança e estabilidade para que os americanos contem com seguro médico", e fornecerá cobertura a quem não tem, enquanto diminui os custos das prestações. "Não sou o primeiro presidente a adotar esta causa, mas estou decidido a ser o último", assegurou o presidente.

No discurso, iniciado com cerca de 20 minutos de atraso, Obama, que foi recebido com grandes aplausos, assegurou que a reforma conterá "proteção para aqueles com seguro médico, um sistema que permita aos indivíduos e empresas adquirir cobertura acessível e a obrigatoriedade de que, os que possam, contem com um plano de saúde".

Ele expressou forte reprovação aos críticos de seu plano, acusando-os de substituir um debate honesto por táticas de pânico. "Não gastarei meu tempo com aqueles que fizeram cálculos de que a melhor política é matar este plano do que melhorá-lo", disse Obama em sessão conjunta do Congresso, transmitida pela televisão.

Ele disse que seu projeto pretende cortar os gastos do sistema de saúde, melhorando os tratamentos, regulando seguros e expandindo a cobertura para mais de 46 milhões de norte-americanos não-segurados.

Obama detalhou seu plano e afirmou que cerca de US$ 900 bilhões deverão ser gastos em 10 anos para garantir assistência médica aos norte-americanos. "Menos do que o que já gastamos nas guerras do Iraque e Afeganistão", ressaltou o presidente.

Detalhes do plano

Como prometido, Obama explicou vários conceitos que gostaria de ver incluído em qualquer projeto final aprovado pelo Congresso, como a criação de uma bolsa de seguros, na qual indivíduos e pequenas empresas poderiam realizar negócios.

Ele também reiterou seu apoio para um plano de seguros controlado pelo governo --a chamada "opção pública"-- que tem recebido forte oposição de críticos que afirmam que prejudicaria seguradoras e que é equivalente à aquisição do setor pelo governo.

Mas ele deixou claro que a falta de uma opção pública em qualquer projeto final não seria fundamental.

"A opção pública é apenas um meio para este fim --e devemos seguir abertos a outras ideias que cheguem ao objetivo final", completou.


Obama discursa para sessão conjunta do Congresso dos EUA / AP

Reforma é vista com ressalvas

Atualmente, os legisladores elaboram até cinco minutas diferentes de projetos de lei sobre a medida, que Obama considera vital para dar cobertura aos 47 milhões de americanos que não têm seguro médico, segundo cálculos oficiais.

À falta de progressos no Congresso se somou uma crescente reticência do público à reforma, que ameaça arrastar a popularidade do próprio Obama. As últimas enquetes apontam que 52% dos cidadãos se opõem à medida proposta pelo presidente.

Palavras mais usadas por Obama

Em seu discurso de quase 50 minutos, Obama proferiu mais de 5.500 palavras distribuídas em 72 parágrafos.

"Insurance" ("seguro", em português) foi a palavra mais usada, com 67 menções. Em seguida vieram "Health" ("saúde", em português), "Companies" ("Empresas", em tradução literal) e "Coverage" ("cobertura", em português).

Veja abaixo em uma nuvem de palavras os termos mais usados por Barack Obama (em inglês):


Núvem de palavras do discurso de Obama / Via Wordle.net

Leia mais sobre reforma no sistema de saúde dos EUA

    Leia tudo sobre: congressodiscursoeuaobamasaúde

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG