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Obama pede boa fé em discussões sobre reforma da saúde

(Embargada até 9h de Brasília). Washington, 20 fev (EFE).- O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, pediu hoje que republicanos e democratas ajam de boa fé na discussão da reforma da saúde, um dos pilares da política interna de seu Governo.

EFE |

Obama convidou membros de ambos os partidos para se reunirem na próxima semana e analisarem o projeto.

"Espero que venham com um espírito de boa fé", disse o presidente em seu programa de rádio dos sábados.

"Não quero que esta reunião se transforme em um teatro político com cada parte formulando declarações preparadas de antemão e tentando ganhar pontos políticos", acrescentou.

"Por outro lado, peço aos membros de ambos os partidos que tentem chegar a um consenso em um esforço para solucionar um problema que está conosco há gerações", afirmou Obama.

O debate e a aprovação da reforma ficaram em suspenso no mês passado, após a vitória de um republicano na eleição realizada para definir quem ocuparia a cadeira deixada vaga pelo senador democrata Ted Kennedy, que morreu em agosto de 2009 de um câncer no cérebro.

Com a derrota que sofreu, o Partido Democrata perdeu a maioria absoluta no Senado e o poder de evitar manobras dilatórias da oposição e a consequente estagnação do projeto.

No pronunciamento deste sábado, Obama fez referências às notificações que os planos de saúde enviaram a seus clientes sobre novos reajustes nos preços.

O presidente disse que, se essa situação continuar e o sistema não for reformado, os beneficiados serão as seguradoras, ao passo que os americanos serão os perdedores.

"Essa situação vai piorar se não atuarmos (...). Com o tempo, veremos que os vertiginosos encarecimentos do atendimento médico serão o maior fator de nossos déficits federais", alertou.

Além de declarar que aceita a inclusão de algumas propostas republicanas no projeto, Obama disse esperar que "tanto democratas como republicanos" encerrem bem as discussões "a respeito destas e outras ideias".

"O que está à prova não é apenas nossa capacidade de solucionar este problema, mas nossa capacidade de resolver qualquer problema", acrescentou. EFE ojl/sc

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