O presidente americano Barack Obama pediu nesta quarta-feira que os rebeldes tâmeis do Sri Lanka deponham suas armas e que o governo cingalês pare de bombardear sem discriminação uma região onde milhares de civis são aprisionados pela guerra.

Obama, que se disse "cada vez mais entristecido" diante do que ameaça se transformar em uma "catástrofe" humanitária, atribuiu a responsabilidade por centenas, talvez milhares de mortos civis, tanto aos rebeldes como ao Exército.

Ele pediu ao governo cingalês que autorize a ONU a ter acesso a alguns quilômetros quadrados de onde entre 20.000 e 50.000 civis estão bloqueados na linha de fogo do confronto com os rebeldes dos Tigres de Libertação do Eelam Tâmil (LTTE), ao longo da costa nordeste do Sri Lanka.

Ele também pediu que deixem as Nações Unidas e a Cruz Vermelha terem acesso às cerca de 190.000 pessoas deslocadas pelo conflito no interior do Sri Lanka.

Com dezenas de milhares de pessoas sem ter como escapar, sem acesso a água potável, a alimentação ou a medicamentos, a crise "provocou grande sofrimento e a morte de centenas, talvez milhares de pessoas", disse Obama.

"Se não agirmos com toda a urgência, esta crise humanitária poderá se transformar em catástrofe", disse em um pronunciamento na Casa Branca.

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