Obama pede que eleitores escolham a esperança e não o medo

Teresa Bouza. Washington, 29 out (EFE).- O candidato democrata à Casa Branca, Barack Obama, pediu hoje que os eleitores escolham a esperança e não o medo, e a unidade e não a divisão, em um anúncio de meia hora no qual disse que chegou o momento da mudança.

EFE |

A campanha de seu rival republicano, John McCain, apressou-se em destacar em comunicado que "qualquer pessoa que tenha comprado algo de uma propaganda sabe que o programa é sempre melhor que o produto".

"Ou seja, que os compradores tenham cuidado", afirmou Tucker Bounds, porta-voz de McCain.

A mensagem divulgada em horário nobre intercalou histórias de cidadãos da classe mais baixa e seus problemas em meio à pior crise dos últimos 80 anos, com declarações de políticos, empresários e vinhetas da vida do próprio Obama.

"(Obama) Tem o plano adequado para os Estados Unidos", afirmou o executivo-chefe do Google, Eric Schmidt.

"É um homem bom e decente, que pode curar as feridas do país.

Precisamos de Obama nesta encruzilhada histórica", afirmou o governador do Novo México, o democrata Bill Richardson.

A reportagem publicitária, com formato de documentário, apresentou uma classe média que luta para chegar ao fim do mês, como Juliana Sánchez, uma viúva e mãe do Novo México, ou Mark e Melinda, um casal de Louisville, em Kentucky, vítimas da reconversão nas fábricas manufatureiras do país.

Obama prometeu ser um aliado caso vença as eleições de 4 de novembro, com um plano de Governo que investirá na educação, na reforma do sistema sanitário e na criação de novos postos de trabalho em setores como o da energia alternativa.

"Não serei um presidente perfeito", afirmou o democrata, que prometeu escutar a opinião pública, abrir as portas do Governo e convidar os cidadãos a fazer parte do mesmo.

Obama, um político tachado por alguns de sofisticado e distante, recorreu a experiências pessoais para mostrar que entende o cidadão comum.

Contou a história de sua mãe, que morreu jovem por causa de um câncer e que em seus últimos dias teve de brigar com as seguradoras que se negavam a assumir o custo de sua doença.

"Eu entendo o que vocês sentem", apontou, em referência aos 47 milhões de americanos que não têm seguro de saúde.

O espaço publicitário retratou em uma luz positiva a história do candidato, filho de uma antropóloga do Kansas e um economista negro do Quênia educado em Harvard, que se separou de sua mãe aos dois anos e que só voltaria a vê-la mais uma vez durante um mês quando tinha 10 anos.

O democrata sustentou, quando se completam 79 anos da "terça-feira negra" em Wall Street, que desencadeou a Grande Depressão de 1929 nos EUA, que o país atravessou e superou momentos difíceis, e este é um desses eles.

Na política externa, Obama lembrou a promessa de sua campanha de iniciar uma diplomacia agressiva, indicou que acabará a luta contra os Talibãs no Afeganistão, e mencionou que destinará o dinheiro que é usado agora no Iraque, de onde quer retirar as tropas, em investimentos para melhorar o país.

A mensagem terminou com uma ligação ao vivo com Obama em um comício na Flórida.

"América, chegou o momento da mudança (...) em seis dias poderemos escolher uma economia que recompensa o trabalho e cria postos de emprego e impulsiona a prosperidade começando com a classe média", afirmou o comunicado, em meio a aplausos do público.

A mensagem foi divulgada em três das quatro emissoras de TV com sinal aberto nos Estados Unidos ("CBS", "NBC" e "Fox"), e também no canal por cabo "MSNBC", na TV em espanhol "Univisión" e em dois canais orientados a uma audiência afro-americana. EFE tb/mh

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