Obama pede que China envie 'mensagem clara' à Coreia do Norte

Líder americano tem conversa por telefone com presidente chinês, treze dias após norte-coreanos atacarem ilha da Coreia do Sul

iG São Paulo |

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, pediu que o presidente da China, Hu Jintao, envie uma "mensagem clara" à Coreia do Norte de que suas "provocações são inaceitáveis". O pedido foi feito durante um telefonema entre os dois líderes, de acordo com comunicado divulgado nesta segunda-feira pela Casa Branca.

"O presidente insistiu na necessidade de que a Coreia do Norte pare com seu comportamento provocador e cumpra com suas obrigações internacionais, em particular a declaração do Grupo dos Seis em 2005", afirma a nota oficial.

O comunicado da Casa Branca afirma que os dois presidentes "dialogaram sobre o interesse comum na paz e estabilidade no nordeste da Ásia e sobre a prioridade de assegurar a desnuclearização da Península da Coreia".

Além disso, "concordaram sobre a importância de que Estados Unidos e China trabalhem juntos para estes objetivos compartilhados", destaca o texto.

Nesta segunda-feira, a secretária de Estado dos EUA, Hillary Clinton, recebe os chanceleres do Japão e da Coreia do Sul para discutir o ataque da Coreia do Norte a uma ilha sul-coreana no fim de novembro, que deixou quatro sul-coreanos mortos, inclusive dois civis.

A China, que preside o atualmente paralisado processo de negociação nuclear com a Coreia do Norte, não foi convidada para o encontro em Washington, que no entanto deve discutir a proposta de Pequim para que seja realizada uma conferência regional de crise. Como única aliada relevante da Coreia do Norte, a China tem sido pressionada pelos EUA e por outros governos para conter as provocações do regime comunista de Pyongyang. Pequim não criticou a Coreia do Norte pelo ataque que matou quatro sul-coreanos.

Hu Jintao

A nota da chancelaria chinesa sobre o telefonema entre os dois líderes afirmou que, durante a conversa, Jintao comunicou a Obama suas preocupações sobre a possibilidade de a tensão na península coreana fugir ao controle.

"Se não for tratada adequadamente, a tensão pode crescer na península da Coreia e escapar ao controle, o que não seria do interesse de ninguém", afirmou Hu. "A tarefa mais urgente no momento é lidar calmamente com a situação", acrescentou, segundo a nota.

Hu disse que a China "lamenta profundamente" as mortes no incidente, mas evitou citar culpados. "Precisamos atenuar (as tensões), não agravá-las; diálogo, não confronto; paz, não guerra", disse Hu a Obama.

A conversa entre Obama e Hu ocorreu no mesmo dia em que a Coreia do Sul iniciou exercícios navais com munição real, e 13 dias após o bombardeio norte-coreano à ilha de Yeonpyeong. A Coreia do Norte disse que os exercícios sul-coreanos, em parceira com os EUA, mostram que a Coreia do Sul deseja uma guerra.

Com Reuters e AFP

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