Obama pede pronta libertação de Suu Kyi

Washington, 11 ago (EFE).- O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, classificou hoje como injusta a condenação e a sentença impostas à líder da oposição birmanesa Aung San Suu Kyi, quem passou 14 dos últimos 20 anos na prisão ou confinada dentro de casa.

EFE |

Em nota oficial, Obama afirmou que as recentes decisões tomadas pela Justiça birmanesa contra Suu Kyi "violam os princípios universais dos direitos humanos e contradizem os compromissos de Mianmar como membro da Associação de Nações do Sudeste Asiático".

"Uno-me à comunidade internacional para pedir a libertação imediata e incondicional de Aung Suu Kyi", acrescentou o presidente americano.

"A decisão injusta de hoje faz com que lembremos os milhares de presos políticos em Mianmar que, como Aung San Suu Kyi, foram privados de sua liberdade porque buscam um Governo que respeite a vontade, os direitos e as aspirações de todos os cidadãos birmaneses", destaca o comunicado.

"Eles também devem ser libertados", frisou Obama, cuja secretária de Estado, Hillary Clinton, também repudiou a sentença de mais 18 meses de prisão domiciliar imposta a Suu Kyi.

Em declarações à imprensa em Goma, na República Democrática do Congo (RDC), Hillary disse que Suu Kyi "não deveria ter sido condenada", segundo um comunicado divulgado em Washington pelo Departamento de Estado.

"Continuamos pedindo que a libertem da ininterrupta prisão domiciliar", destacou a chefe da diplomacia americana , dirigindo-se à Junta Militar birmanesa.

Numa decisão anunciada hoje, Suu Kyi foi declarada culpada por violar a prisão domiciliar e condenada a três anos de trabalhos forçados pelo tribunal que a julgou.

Depois que os juízes anunciaram o veredicto, a Junta Militar trocou a pena imposta à Nobel da Paz e mandou-a de volta para casa para que cumprisse mais 18 meses de prisão domiciliar.

A ativista foi acusada de violar os termos de sua pena anterior ao dar abrigo por duas noites ao americano John Willian Yettaw, julgado por infringir a lei de segurança nacional e condenado a sete anos de prisão e a quatro de trabalhos forçados. EFE ca/sc

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