Obama pede na Normandia que lições do Dia D não sejam esquecidas

Macarena Vidal. Colleville-sur-Mer (França), 6 jun (EFE).- O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, pediu hoje que as lições do desembarque aliado na Normandia, que começou há exatos 65 anos, não sejam esquecidas, como um exemplo de como as ações de poucos mudaram o curso de todo um século.

EFE |

Obama participou hoje, junto com o presidente francês, Nicolas Sarkozy; o primeiro-ministro do Reino Unido, Gordon Brown; o chefe de Governo canadense, Stephen Harper; e o príncipe Charles dos atos de comemoração do 65º aniversário do Dia D, no Cemitério Americano de Colleville-sur-Mer.

"Em um momento de perigo máximo e em meio às circunstâncias mais terríveis, homens que se achavam normais descobriram que poderiam fazer o extraordinário", destacou o presidente americano ao prestar homenagem aos veteranos da Segunda Guerra Mundial.

Mais de 260 mil soldados, aliados e alemães, morreram nos três meses de combates após o dia D e que permitiram a libertação da Normandia.

O presidente americano, que em uma visita ontem ao campo de concentração de Buchenwald, na Alemanha, pediu o combate a todo tipo de intolerância, lembrou que a Segunda Guerra Mundial girou em torno da luta contra um regime que encarnava a intolerância e "o mal".

"Os cidadãos de todas as crenças, e mesmo os que não tinham nenhuma, se deram conta de que não podiam permanecer passivos diante da morte e da destruição", lembrou.

Obama relembrou várias histórias individuais de veteranos, alguns deles presentes, outros falecidos, incluindo um que morreu ontem à noite após ter viajado para Colleville-sur-Mer, para afirmar: "Os senhores nos lembram que, no final, o destino humano não depende de forças alheias a nosso controle".

"Nossa história sempre foi a soma total das escolhas tomadas e dos atos empreendidos por cada indivíduo. Sempre dependeu de nós", sustentou.

O desembarque na Normandia abriu as portas para o triunfo final na Segunda Guerra Mundial e "tornou possível as conquistas que vieram após a libertação da Europa", lembrou o presidente americano.

"Não tínhamos como saber então, mas muito do progresso que definiria o século XX, nos dois lados do Atlântico, vem da batalha por um pedaço de praia", afirmou Obama.

A participação neste evento põe fim aos atos oficiais do presidente americano em sua viagem desta semana pelo Oriente Médio e pela Europa.

Obama, que permanecerá na França até amanhã para visitar a capital francesa acompanhado de sua esposa, Michelle, e de suas filhas, Sasha e Malia, se reuniu antes da cerimônia com o presidente francês, Nicolas Sarkozy, em um encontrou no qual advertiu a Coreia do Norte contra seus atos "extraordinariamente provocadores".

"Vamos examinar muito de perto como vamos atuar", sustentou o presidente americano, acrescentando que ambos não têm "intenção de manter uma política que recompense a provocação".

Obama, que durante discurso na quinta-feira no Cairo propôs um novo começo nas relações entre EUA e o mundo muçulmano, e Sarkozy, se mostraram de acordo quanto à necessidade de avançar além do atual "ponto morto" no processo de paz no Oriente Médio.

Sobre esse assunto, o chefe de Estado americano disse não esperar que "um conflito que dura 60 anos acabe da noite para o dia", mas, como fez nos últimos dias, considerou que existe a oportunidade de que isso ocorra e confia em que o processo de paz se restabeleça antes do final de 2009.

Obama e Sarkozy também pediram ao Irã para que renuncie ao desenvolvimento de um programa de armamento nuclear.

O presidente francês assegurou: "Queremos paz. Queremos diálogo.

Queremos ajudá-los a se desenvolver. Mas não queremos mais armas nucleares".

Sarkozy também demonstrou sua disposição em aceitar na França alguns presos da base de Guantánamo, para os quais os EUA procuram um destino já que Obama ordenou o fechamento desse centro de detenção até o dia 22 de janeiro de 2010. EFE mv/bba

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