Obama pede libertação de jornalista americana condenada no Irã

PORT OF SPAIN - O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, pediu hoje a libertação de uma jornalista americana de origem iraniana condenada a oito anos de prisão no Irã por espionagem, e negou que a repórter praticasse atividades ilegais.

EFE |

Em entrevista após o encerramento da 5ª Cúpula das Américas, em Trinidad e Tobago, Obama afirmou que a jornalista, Roxana Saberi, "é uma cidadã americana e estou completamente certo de que não esteve envolvida em nenhum tipo de atividade de espionagem".

"É uma cidadã americano-iraniana que tinha interesse pelo país de origem da família e deve ser tratada adequadamente e colocada em liberdade", defendeu o líder americano.

O presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, pediu ao procurador-geral de Teerã, Said Mortazavi, que ficasse encarregado do caso da repórter e que garanta que recebe um tratamento "justo e de acordo com a lei", e que "possa se defender", cerca de 24 horas depois que um tribunal de Teerã condenasse a jornalista.

O advogado de defesa disse que a jornalista pretende apelar da decisão, adotada após um julgamento de apenas um dia.

Saberi, de 31 anos, foi detida em 31 de janeiro por razões ainda não esclarecidas, e ela mesma comunicou sobre a prisão aos pais dez dias depois, mas pediu que não ficassem alarmados porque acreditava que seria solta em breve.

No entanto, em 28 de fevereiro o pai da repórter, Reza Saberi, decidiu denunciar o caso à imprensa após mais de 15 dias sem notícias da filha.

A repórter viajou ao Irã em 2003 com passaporte deste país, onde trabalhou como freelancer para a emissora americana "National Public Radio" ("NPR"), além de ter colaborado com a "BBC" britânica e com as cadeias americanas "ABC", "Fox News" e do digital "Feature Story News" ("FSN").

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