Obama pede cooperação entre Índia e Paquistão contra terrorismo

Durante discurso em universidade de Mumbai, presidente americano pediu que vizinhos resolvam diferença

iG São Paulo |

No segundo dia de uma viagem de dez dias pela Ásia, o presidente americano, Barack Obama, pediu neste domingo mais esforços contra o terrorismo, conclamando Índia e Paquistão a trabalhar juntos para resolver suas diferença e enfatizando que Nova Délhi tem muito a ganhar com o êxito de seu vizinho e adversário na luta contra o extremismo.

AFP
Presidente americano discursou em universidade em Mumbai
"O Paquistão progride contra o câncer do extremismo, mas os avanços não são tão rápidos como gostaríamos", declarou Obama no segundo dia de visita a Mumbai, cidade palco dos atentados de 2008 cometidos por um grupo islamita com sede no Paquistão, que deixaram 166 mortos.

Obama enfatizou também que a Índia é a mais interessada na estabilização do Paquistão, apesar do histórico complicado entre os dois países, que já travaram três guerras desde 1947.

"Minha esperança é que, com o tempo, a confiança se desenvolva entre os dois países, que o diálogo comece talvez com temas menos controvertidos para ir até pontos mais controvertidos", declarou o presidente perante os estudantes da Universidade San Javier, na capital financeira da Índia. "Estou totalmente convencido de que o país que está mais interessado no Paquistão é a Índia. Se o Paquistão for estável e próspero, será melhor para a Índia", insistiu.

Nova Délhi e Islamabad iniciaram um difícil processo de paz em 2004, mas, depois dos atentados de Mumbai, a Índia congelou o diálogo.

Diante dos estudantes, Obama aproveitou para criticar as primeiras eleições organizadas em 20 anos neste domingo, em Mianmar, que classificou de "tudo, menos livres e justas", reclamando a libertação da dissidente Aung San Suu Kyi.

Hindu

Antes de chegar à universidade, Obama e sua esposa Michelle dançaram com estudantes que celebravam a festa hindu das luzes , a Diwali. De Mumbai, eles seguiram para Nova Délhi, para um jantar com o primeiro-ministro da Índia, Manmohan Singh.

O presidente americano chegou no sábado a Mumbai para uma visita de três dias à Índia, que começou com uma homenagem às vítimas dos ataques de 2008 no hotel Taj Mahal. Além de firmar o compromisso entre EUA e Índia na luta contra o terrorismo, ele também anunciou a assinatura de acordos comerciais no valor de US$ 10 bilhões.

A Índia é a primeira etapa de um giro de dez dias pela Ásia, que também inclui a Indonésia, Coreia do Sul e Japão. A viagem tem o objetivo de defender a influência de Washington em uma região cujo dinamismo econômico poderá oferecer novas saídas para os produtos americanos e estimular o emprego nos EUA.

Depois da Índia, Obama segue para Indonésia, onde viveu durante quatro anos quando garoto. Neste domingo, milhares de muçulmanos indonésios protestaram contra a visita de Obama, esta semana. De acordo com a rede de TV CNN, um porta-voz do grupo que organizou os protestos disse não ver diferença entre Obama e seu antecessor, George Bush. "Ambos oprimem os muçulmanos, ambos têm as mãos sujas de sangue", disse Ismail Yusanto, porta-voz do grupo muçulmano.

*Com AFP

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