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Obama pede comedimento a banqueiros dos EUA

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, pediu nesta sexta-feira, durante uma reunião com alguns dos maiores banqueiros do país, que eles sejam comedidos em seus gastos - especialmente no caso de instituições financeiras que estejam recebendo ajuda do governo. Relatando o encontro durante uma entrevista à rede norte-americana CBS, Obama ainda afirmou que pediu aos executivos dos bancos que tenham em mente o modo como as ações em Wall Street repercutem no resto do país.

BBC Brasil |

"(Pedi aos banqueiros que) mostrem que eles percebem que esta é uma crise, que todos têm que fazer sacrifícios", disse Obama na entrevista, que deve ir ao ar no domingo.

O encontro de Obama com os executivos dos 13 maiores bancos do país aconteceu pouco mais de uma semana depois de ele ter sido criticado por permitir que a seguradora AIG pagasse bônus milionários a seus funcionários.

Na pauta de discussões estavam os últimos planos lançados pelo governo dos EUA para estabilizar o sistema financeiro do país e estimular a economia.

Após a reunião, o diretor-executivo do banco Goldman Sachs, Lloyd Blankfein, afirmou estar esperançoso de que os problemas no sistema financeiro "serão resovidos" e disse que "o trabalho duro começa agora".

Blankfein afirmou ainda que as três principais medidas para frear a crise - "estimular a economia, organizar o sistema financeiro e evitar a desvalorização de ativos" - já foram tomadas.

O diretor-executivo do JP Morgan Chase, Jamie Dimon, também se mostrou otimista após o encontro.

"Os mercados de capitais estão se recuperando e o (pacote) de estímulo está começando a chegar nos bolsos das pessoas", disse.

Richard Davis, diretor do Bancorp, também afirmou que é possível ver "o começo de uma mudança (na economia)".

Apesar do otimismo expressado por seus colegas, o diretor-executivo do Morgan Stanley, John Mack, se mostrou cauteloso a respeito do tempo necessário para que as medidas do governo comecem a fazer efeito.

"Nada será instantâneo, vai levar algum tempo", afirmou.

O governo dos EUA anunciou no início desta semana os detalhes de um plano de compra de ativos tóxicos de bancos que pode movimentar até US$ 1 trilhão.

O projeto, batizado de "Programa de Parceria de Investimento Público-Privado", visa estimular investidores a adquirir os ativos, retirando-os do balanço dos bancos.

Os ativos tóxicos têm sido onerosos às instituições financeiras americanas e vêm impedindo-as de promoverem empréstimos a clientes.

O plano vai oferecer subsídios na forma de empréstimos a juros baixos para investidores privados para incentivá-los a comprar hipotecas de mutuários em vias de inadimplência.

Na quinta-feira, o secretário do Tesouro, Timothy Geithner, também divulgou detalhes de um projeto de criação de um órgão com amplos poderes para regular o sistema financeiro do país.

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