Obama pede apoio popular para aprovar histórica reforma da saúde

Washington, 19 mar (EFE).- O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, pediu hoje o apoio popular à reforma do sistema de saúde que será votada pela Câmara de Representantes (Deputados) nos próximos dias.

EFE |

"Em poucos dias, uma luta que durou um século culminará em um voto histórico", afirmou o presidente em discurso na Universidade George Mason no estado da Virgínia, em um dos quatro comícios realizados em favor da iniciativa nos últimos dias.

O discurso de Obama na universidade lembrou um comício de encerramento de campanha eleitoral. O presidente advertiu que se a votação fracassar, "a indústria dos seguros vai continuar fazendo das suas sem controle".

"É um debate que não se refere só ao custo de nosso sistema de saúde, mas também ao caráter do nosso país, ou seja, se podemos enfrentar os desafios de nossa época e continuarmos sendo um país que dá a seus cidadãos a oportunidade de ver seus sonhos cumpridos", sustentou.

A reforma do sistema de saúde procura dar cobertura a cerca de 30 milhões de americanos que carecem de seguro médico na atualidade.

O capital político de Obama está em jogo na votação. Espera-se que os deputados votem a reforma, principal prioridade legislativa do presidente, neste domingo.

O resultado da votação é incerto, já que a maioria democrata reconhece que ainda não conta com os 216 necessários para aprovar o projeto de lei.

A reforma não conta apenas com a oposição republicana.

Legisladores democratas moderados também se preocupam com o impacto da medida no enorme déficit fiscal do país.

Outros, de crença católica, querem que a reforma proíba o uso de fundos federais para praticar abortos. Congressistas liberais, por outro lado, criticam a iniciativa por não fornecer um sistema público de saúde.

No entanto, nos últimos dias, vários legisladores que tinham expressado sua oposição ao projeto se pronunciaram em favor da reforma.

O líder da maioria democrata na Câmara de Deputados, Steny Hoyer, afirmou hoje que o seu partido contará com os "sims" necessários para levar a reforma adiante no domingo.

Quinta-feira Obama anunciou que adiará em três meses uma viagem por Guam, Indonésia e Austrália. A viagem deveria ter começado, inicialmente, esta semana e já havia sido adiada para domingo, para que o presidente estivesse presente no momento final da aprovação da reforma. EFE mv/pb

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