Obama pede apoio ao Congresso para aprovar reforma financeira

Washington, 17 abr (EFE)- O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, pediu hoje a ajuda do Congresso americano para concretizar sua reforma no sistema financeiro e advertiu que não aprová-la sairia caro demais para o país.

EFE |

"Minha esperança é que democratas e republicanos encontrem um terreno comum e avancem juntos. O custo da inação será alto demais", disse Obama, em seu habitual discurso de sábado, transmitido pelo rádio.

A reforma financeira debatida no Congresso americano após a aprovação da reforma no sistema de saúde no mês passado é a próxima prioridade da política nacional do governo Obama.

O presidente afirmou que a crise econômica que o país enfrentou nos últimos dois anos teve entre outras origens o setor financeiro.

"É claro que esta crise poderia ter sido evitada se as empresas de Wall Street tivessem sido mais responsáveis, se os contratos financeiros tivessem sido mais transparentes e se os consumidores e acionistas tivessem tido mais informação e autoridade para tomar decisões", disse Obama em seu discurso.

O presidente acrescentou que a irresponsabilidade não só das empresas de Wall Street, mas também de Washington, resultou na perda de oito milhões de postos de trabalho, de bilhões de dólares e "na negação de inumeráveis sonhos".

Obama assegurou que a reforma protegerá os consumidores como nunca antes e dará maior autoridade a eles, por obrigar os grandes bancos e companhias de cartões de crédito a fornecerem informação clara e compreensível, para que os americanos possam tomar suas próprias decisões financeiras.

Também eliminará os resquícios legais que permitiram a irresponsabilidade dos executivos que não só colocaram suas empresas em perigo, mas toda a economia.

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