Obama pede ajuda do setor privado para geração de empregos

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, disse nesta quinta-feira que somente o setor privado pode resolver o problema do desemprego no país. Durante um encontro com empresários, líderes sindicais e economistas, Obama disse que as ações do governo ajudaram a salvar ou criaram até 1,6 milhões de postos de trabalho, mas que somente o setor privado poderia garantir a recuperação econômica.

BBC Brasil |

"Nossos recursos são limitados; há uma enorme brecha entre o dinheiro que sai e o que entra. A recessão piorou as coisas. Temos que ser cirúrgicos e criativos", disse o presidente.

Em outubro, a taxa de desemprego nos Estados Unidos atingiu 10,2% - a primeira vez em 27 anos que a taxa supera os 10% no país. As taxas de novembro serão divulgadas nesta sexta-feira.

Obama pediu novas perspectivas dos sindicatos, universidades e empresários para lidar com o problema do desemprego.

"Não podemos sentar e esperar pelo melhor", disse o presidente.

De acordo com o correspondente da BBC em Washington, Adam Brooks, alguns membros do partido de Obama querem que o governo federal adote grandes esquemas de criação de empregos.

Brooks afirma, no entanto, que esse tipo de ação implicaria em gastos, o que é politicamente muito difícil já que o governo está bastante endividado.

Segundo ele, é vital para o presidente Obama mostrar que está preocupado com as dificuldades enfrentadas pela população - o desemprego entre elas - como resultado da recessão.

Banco Central
Enquanto Obama falava na cúpula sobre o emprego, o presidente do Federal Reserve (Fed, o Banco Central americano), Ben Bernanke, sofria críticas de senadores pelas ações durante a crise econômica no país.

Bernanke se reuniu com membros do comitê do sistema bancário do Senado em Washington - o grupo que está decidindo se ele deve ter mais um mandato de quatro anos na presidência do Fed.

Um senador republicano disse que o mandato de Bernanke foi um fracasso, mas o presidente do comitê - um democrata - elogiou os esforços do presidente do Fed e afirmou ainda que ele "preveniu uma catástrofe".

Alguns analistas afirmam que ele deve ser confirmado para mais quatro anos no cargo.

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