Obama pede ação conjunta para evitar risco nuclear

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, pediu nesta terça-feira, na abertura das plenárias da Cúpula sobre Segurança Nuclear, em Washington, que os países do mundo atuem em conjunto para evitar que material nuclear caia nas mãos de grupos extremistas. Diante de representantes de 47 países, o líder americano disse que redes terroristas, como a Al-Qaeda já tentaram adquirir o material para uma arma nuclear, e caso algum dia consigam, certamente irão usar esse material.

BBC Brasil |

"Caso eles o façam, seria uma catástrofe para o mundo."
"Materiais nucleares que podem ser vendidos ou roubados e transformados em armas nucleares existem em dezenas de nações. Apenas uma pequena quantidade de plutônio - do tamanho aproximado de uma maçã - pode matar e ferir centenas de milhares de pessoas inocentes."
"Eu acredito firmemente que os problemas do século 21 não podem ser resolvidos pelas nações agindo de forma isolada. Devem ser solucionados por todos nós, juntos", afirmou.

Maior risco
O encontro na capital americana tem justamente o objetivo de discutir ações dos países para impedir que material nuclear - como plutônio ou urânio enriquecido - caia em poder de organizações extremistas.

Obama disse que o risco de ataques nucleares aumentou após o fim da Guerra Fria, e que é preciso uma "nova mentalidade" das nações para enfrentar o problema.

"Duas décadas depois do fim da Guerra Fria, enfrentamos uma cruel ironia da História - o risco de um confronto nuclear entre nações foi reduzido, mas o risco de ataques nucleares aumentou", disse Obama.

O presidente também anunciou que a próxima cúpula será realizada em dois anos, na Coreia do Sul.

Irã
O encontro em Washington foi iniciado na segunda-feira à noite. No entanto, desde domingo, o principal assunto das diversas reuniões bilaterais entre os líderes presentes tem sido o programa nuclear iraniano.

Na segunda-feira, depois de uma reunião bilateral entre Obama e o presidente chinês, Hu Jintao, a Casa Branca disse que a China - único membro permanente do Conselho de Segurança que ainda se mantém reticente quanto à imposição de novas sanções contra o Irã - havia concordado em trabalhar com os Estados Unidos.

Nesta terça-feira, porém, o Ministério do Exterior chinês voltou a afirmar que a questão não pode ser resolvida por meio de sanções e que a China acredita que o diálogo é o melhor caminho.

Os Estados Unidos e nações aliadas vêm aumentando a pressão por uma quarta rodada de sanções do Conselho de Segurança da ONU contra o Irã.

Esses países querem que o governo iraniano interrompa seu programa de enriquecimento de urânio por temer que Teerã esteja trabalhando secretamente para construir armas nucleares.

O Irã nega essas alegações e diz que seu programa é pacífico.

O Brasil, que tem uma vaga rotativa no Conselho de Segurança, é contra as sanções e defende o diálogo como melhor solução.

Na segunda-feira, após uma reunião, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o primeiro-ministro turco, Recep Tayyip Erdogan, decidiram aproveitar a cúpula em Washington para discutir com outros líderes a busca de uma solução pacífica para a questão nuclear iraniana.

Nesta terça-feira, além de participar das plenárias, Lula terá duas reuniões bilaterais, com o presidente da França, Nicolas Sarkozy, e o primeiro-ministro canadense, Stephen Harper.

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