Obama pede a países emergentes esforço no combate ao aquecimento

NOVA YORK - O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, cujo país é um dos maiores poluidores do planeta, pediu nesta terça-feira na tribuna das Nações Unidas aos países emergentes como China e Índia o cumprimento de sua parte no trabalho contra o aquecimento global e adoção de medidas vigorosas.

Redação com agências internacionais |

Obama pediu que o mundo combata a mudança climática, afirmando que um fracasso ao enfrentar o problema pode levar a uma "catástrofe irreversível" nos próximos anos.


Obama discursa na ONU / AP

O presidente dos EUA, que reconheceu que o mais duro ainda deve ser feito antes da conferência de Copenhague em dezembro, também disse que buscará o fim dos subsídios dos combustíveis procedentes de energias fósseis em nome da luta contra o aquecimento global, na reunião com os dirigentes do G20 nos dias 24 e 25.

Obama falou na ONU sobre o aquecimento global e destacou as medidas de seu governo para combater a mudança climática nos últimos oito meses, mas não apresentou nenhuma nova proposta dos Estados Unidos que possa ajudar e dar um novo ritmo nas conversas sobre um pacto internacional para combater o aquecimento global.

"Os EUA estão decididos a atuar e cumpriremos as responsabilidades que temos para com as gerações futuras", disse o presidente americano. Obama disse ainda que "a dificuldade não é desculpa para a complacência".

"A resposta da nossa geração a esse desafio será julgada pela história, se falharmos corremos o risco de deixar para as gerações futuras uma catástrofe irreversível", afirmou Obama, segundo discurso preparado.

Cúpula climática da ONU

A conferência foi aberta nesta terça-feira pelo secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, que afirmou que seria " moralmente indesculpável " um fracasso dos líderes mundiais este ano na tentativa de alcançar um acordo para combater o aquecimento global.

Ele abriu o encontro na sede das Nações Unidas em Nova York dois meses e meio antes da conferência de Copenhague, que vai tentar selar um acordo posterior ao Protocolo de Kioto.

O evento desta terça-feira, convocado por Ban, reúne quase cem chefes de Estado e governo. Os líderes do G20 (grupo de países desenvolvidos e emergentes) devem discutir a questão nesta semana na sua cúpula de Pittsburgh. No entanto, exceto se houver algum avanço importante na cúpula da ONU, há pouca expectativa de progresso no encontro do G20.

(*Com informações das agências Reuters e EFE)

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