Obama pede a militares planos para retirada responsável do Iraque

(atualiza com comunicado divulgado após reunião com equipe de segurança nacional). Macarena Vidall. Washington, 21 jan (EFE).- O novo presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, desenvolveu nesta quarta-feira uma frenética atividade em seu primeiro dia de trabalho, no qual assinou várias ordens sobre a ética de seu Governo e pediu aos comandantes militares planos para uma saída responsável do Iraque.

EFE |

Em comunicado após uma reunião com sua equipe de segurança nacional, Obama disse ter pedido aos dirigentes militares planos adicionais para executar "uma saída responsável do Iraque", como prometeu durante sua posse.

Nos próximos dias, revelou que visitará o Departamento de Defesa para consultas com chefes do Estado Maior, com quem desenvolverá "uma revisão completa da situação no Afeganistão" de modo a ter uma política exaustiva para toda a região.

No encontro desta quarta-feira participaram, entre outros, ao secretário de Defesa, Robert Gates; o conselheiro de Segurança Nacional, James Jones; o chefe do Estado Maior, o almirante Mike Mullen, e o comandante do Comando Central, o general David Petraeus.

Em seu discurso de posse na terça-feira, Obama já tinha anunciado que durante seu mandato daria início a uma saída "responsável" do Iraque.

Obama também se reuniu nesta quarta com sua equipe econômica, em reunião na qual discursaram, entre outros, seu assessor econômico, Larry Summers, e seu diretor para o Escritório de Orçamento e Administração, Peter Orszag.

Antes, havia assinado cinco ordens executivas e memorandos que regulam a conduta ética de seu Governo.

"A transparência e o Estado de Direito serão a base da minha Presidência", disse o novo governante em cerimônia na qual assinou várias ordens executivas, entre elas o congelamento dos salários de cerca de 100 funcionários da Casa Branca que recebem mais de US$ 100 mil.

Em um momento no qual o país atravessa uma forte crise econômica, "as famílias estão apertando o cinto e o mesmo deve acontecer em Washington", indicou.

Obama também assinou uma medida para estimular a transparência do Governo, que exigirá que todos os organismos governamentais tenham acesso aos pedidos de informação apresentados sob a Lei de Liberdade de Informação.

"A Lei de Liberdade de Informação é a ferramenta mais poderosa que temos para fazer com que o nosso Governo seja honesto e transparente", declarou.

Obama, que chegou ao poder na terça-feira, assinou ainda uma ordem executiva que estabelece rígidos limites aos lobistas, que a partir de agora não poderão ocupar postos do Governo relacionados com as áreas em que eles tenham representado durante os últimos dois anos.

Após ocupar um cargo na Administração, os lobistas não poderão fazer parte de um grupo de pressão até que Obama tenha deixado a Presidência, nem poderão tentar exercer influência sobre seus ex-colegas durante dois anos.

No entanto, estas ordens executivas não são as primeiras de Obama, que na terça-feira à noite pediu aos juízes em Guantánamo a suspensão dos julgamentos por 120 dias dos suspeitos de terrorismo detidos nessa prisão.

A Casa Branca também congelou as medidas aprovadas no fim de seu mandato por George W. Bush.

Logo no começo do dia, o novo governante americano ligou para o primeiro-ministro israelense, Ehud Olmert, e o presidente palestino, Mahmoud Abbas, para anunciá-los que exercerá um papel ativo na busca da paz no Oriente Médio.

Em seguida, transmitiu a mesma mensagem a outros dois líderes árabes, o rei Abdullah II da Jordânia e o chefe de Estado egípcio, Hosni Mubarak.

Durante a manhã de ontem, Obama também foi à Catedral Nacional em Washington junto com sua mulher, Michelle, para assistir a um serviço religioso, uma tradição que perdura desde os tempos de George Washington no primeiro dia de trabalho de um governante.

Na tarde desta quarta, segundo seu porta-voz Robin Gibbs, manterá diferentes reuniões com sua equipe econômica, para abordar as medidas contra a crise, e de segurança nacional, para tratar a situação no Iraque e Afeganistão.

Em seu encontro com a equipe econômica estarão o diretor de Economia Nacional, Lawrence Summers, e o titular do Escritório de Administração e Orçamento, Peter Orszag.

Para a reunião da equipe de segurança, foram convocados o secretário de Defesa, Robert Gates; o conselheiro de Segurança Nacional, James Jones; o chefe do Estado-Maior, o almirante Mike Mullen, e o comandante do Comando Central, o general David Petraeus.

EFE mv/mh/rr

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