Obama pede a médicos para que apoiem reforma na saúde

Washington, 15 jun (EFE).- O presidente americano, Barack Obama, pediu hoje à Associação de Médicos dos Estados Unidos, a maior do país, para que apoie a reforma que o Governo quer promover na área de saúde.

EFE |

Segundo o chefe de Estado, o atual sistema "é uma bomba-relógio" para o orçamento do país e "uma ameaça" à economia.

Durante discurso em Chicago para 250 mil médicos, Obama afirmou que a reforma "não é um luxo, mas uma necessidade".

O presidente americano alertou que, se não houver uma mudança agora, os gastos com saúde em uma década consumirão um quinto da renda dos americanos e, em 30 anos, será equivalente a um terço dos salários.

Obama explicou que os EUA vivem um paradoxo, pois gasta mais de US$ 2 trilhões por ano em saúde - proporcionalmente, o gasto americano por pessoa no setor é maior do que em qualquer outro país - e, no entanto, apresenta a maior quantidade de cidadãos sem cobertura médica.

"O custo de nosso sistema de saúde é uma ameaça para nossa economia. É insustentável para os EUA", afirmou o chefe de Estado.

Obama disse que o sistema é inviável para as famílias, para os médicos e também para as empresas. Um terço dos pequenos negócios deixou de cobrir o seguro de saúde de seus empregados desde o início dos anos 90.

Segundo o presidente, sem a reforma, a economia americana poderia se ver em uma situação similar à vivida por grandes multinacionais como General Motors e Chrysler, cujas imensas despesas em cobertura médica para seus empregados contribuíram para piorar seu estado financeiro no meio da crise econômica.

Obama também falou sobre as críticas e o debate gerado nos EUA sobre o custo de uma reforma no sistema de saúde, tanto no lado republicano, quanto no democrata, ao afirmar que "o custo de não agir será maior".

"Se não atuarmos, haverá outros milhões de americanos sem seguro de saúde" declarou o chefe de Estado, que também alertou para a perda de empregos, o fechamento de negócios e uma queda na qualidade de vida.

Além disso, Obama destacou que as despesas com os programas Medicaid e Medicare crescerão durante as próximas décadas até um montante igual ao qual o Governo investe atualmente no setor de defesa.

"A reforma do sistema de saúde é a coisa mais importante que podemos fazer para a saúde fiscal dos EUA no longo prazo", ressaltou.

Obama lembrou que outros presidentes tentaram impulsionar uma reforma na saúde, mas as tentativas fracassaram porque os diferentes agentes envolvidos - médicos, seguradoras, empresas, empregados - nunca entraram em acordo. EFE cae/bba

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