Obama pede a Hu Jintao que se some à pressão contra o Irã

Por Chris Buckley e Jeff Mason PEQUIM/WASHINGTON (Reuters) - O presidente dos EUA, Barack Obama, pediu a seu colega chinês, Hu Jintao, que se some à pressão internacional contra o programa nuclear do Irã, mas Hu não se comprometeu abertamente com novas sanções à Teerã, segundo relatos oficiais feitos na sexta-feira.

Reuters |

A conversa ocorreu na noite de quinta-feira (manhã de sexta em Pequim), num telefonema que se seguiu ao anúncio feito na quarta-feira pela China de que iria negociar seriamente a possibilidade de novas sanções da ONU ao Irã.

"O presidente Obama salientou a importância de trabalharmos juntos para assegurar que o Irã cumpra suas obrigações internacionais", disse nota da Casa Branca.

"A ideia é continuar aumentando a pressão", acrescentou Obama em entrevista à CBS, gravada durante a semana e transmitida na sexta-feira. "Vamos apertar a pressão e examinar como eles respondem, mas vamos fazê-lo com uma comunidade internacional unificada."

De passagem por Pequim, o principal negociador nuclear iraniano, Saeed Jalili, adotou um tom desafiador, mas sem dar sinais de que teria convencido a China a desistir de discutir novas sanções no Conselho de Segurança da ONU.

Potências ocidentais acusam o Irã de tentar desenvolver armas nucleares, apesar de a República Islâmica insistir que seu objetivo é exclusivamente pacífico. A China e em menor medida a Rússia, que têm grandes interesses econômicos no Irã, passaram meses relutando em aceitar uma quarta rodada de punições contra o programa atômico iraniano. Esses dois países têm poder de veto no Conselho de Segurança da ONU.

"Acho que o Irã agora não tem mais esperança de que a China mantenha sua posição de poucos meses atrás, em que se opunha fortemente a impor novas sanções", disse Shi Yinhong, professor de relações internacionais da Universidade Renmin, de Pequim. "A China já abandonou essa posição."

Jalili disse na sexta-feira a jornalistas, após reunião com o chanceler chinês, Yang Jiechi, que ambas as partes concordaram que as sanções haviam "perdido sua eficácia."

"Consideramos as sanções como oportunidades", disse Jalili separadamente à agência estatal de notícias iraniana, a Irna. "Vamos continuar nosso caminho (nuclear) de modo mais decidido."

(Reportagem adicional de Emma Graham-Harrison, Zhou Xin, Yu Le e Maxim Duncan em Pequim, Parisa Hafezi em Teerã, Andrew Quinn e Alan Elsner em Washington, Louis Charbonneau nas Nações Unidas, e David Brunnstrom em Bruxelas)

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