Obama pede a Bush que ajude setor automobilístico

CHICAGO (Reuters) - O presidente eleito dos Estados Unidos, Barack Obama, pediu ao atual líder do país, George W. Bush, que aprove um segundo pacote de estímulo à economia norte-americana e sugeriu-lhe que utilize medidas de resgate já existentes para ajudar a indústria automobilística, disse na terça-feira um assessor do democrata. Robert Gibbs, porta-voz de Obama, afirmou que o presidente eleito havia levantado a questão em seu encontro com Bush, ocorrido na Casa Branca, na segunda-feira.

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Segundo Gibbs, os dois conversaram sobre a "saúde em geral" do setor automobilístico, mas Obama não havia requisitado ajuda para nenhum fabricante norte-americano em especial. As declarações do porta-voz foram dadas no vôo da volta de Washington.

"Obama pediu um segundo pacote de estímulo e a utilização das medidas existentes para ajudar o setor automotivo", afirmou o porta-voz na terça-feira, sem fornecer maiores detalhes sobre quais medidas estariam disponíveis hoje para ajudar os fabricantes de carros ou quais as provisões específicas do novo pacote de estímulo à economia.

As montadoras norte-americanas pediram até 25 bilhões de dólares em empréstimos de emergência a fim de evitar que o setor entre em colapso. A venda de automóveis despenca nos EUA, e a General Motors Corp, a Chrysler LLC e a Ford Motor Co estão queimando bilhões de dólares todos os meses.

Obama reconheceu a gravidade da situação dos fabricantes de veículos e disse, em uma entrevista coletiva realizada na sexta-feira, que a ajuda do governo federal para esse setor faria parte das prioridades máximas da sua equipe de transição.

Democratas importantes do Congresso pediram ao secretário norte-americano do Tesouro, Henry Paulson, em uma carta enviada no sábado, que ele considere a possibilidade de auxiliar as montadoras por meio da iniciativa de resgate financeiro que até agora ajudou a recuperar bancos e outras instituições financeiras.

O governo Bush não descartou em definitivo a possibilidade de ampliar o pacote de emergência para abarcar as montadoras.

No entanto, declarações públicas e reservadas de membros do governo indicaram claramente na segunda-feira que a concessão de mais dinheiro para o setor manufatureiro exigiria a aprovação de novas leis.

(Reportagem de Deborah Charles)

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