Obama ordena que prisão de Guantánamo seja fechada

WASHINGTON - O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, ordenou nesta quinta-feira o fechamento da prisão de Guantánamo, em Cuba, no prazo de um ano. Ele também ordenou a revisão de tribunais militares de suspeitos de terrorismo e o fim dos métodos mais duros de interrogação.

Redação com agências internacionais |


AP
Obama assina documento para fechar prisão
Obama assina o decreto

Entre as ações previstas no decreto de Obama está a criação de uma força-tarefa que terá 30 dias para recomendar políticas para o tratamento de suspeitos de terrorismo que forem presos no futuro. O principal ponto é definir onde essas pessoas seriam presas, já que Guantánamo será fechada.

O presidente também determinou que os funcionários do governo sigam o manual de terreno do Exército (Army Field Manual) durante interrogatórios. O manual proíbe explicitamente o uso de ameaças, coerção, abuso físico e simulação de afogamento, técnica que é considerada uma forma de tortura.

"A mensagem que estamos enviando ao mundo é de que os Estados Unidos pretendem dar continuidade à atual luta contra a violência e o terrorismo, e que nós o faremos de forma vigilante e efetiva, e o faremos de uma forma que é condizente com nossos valores e ideais", disse Obama, ao assinar as medidas no Salão Oval da Casa Branca.

O novo presidente ordenou, ainda, que o Departamento de Justiça reveja o caso de Ali al-Marri, nascido no Catar, a única pessoa presa em território americano sob o status de "combatente inimigo", uma designação que não encontra amparo na legislação internacional.

A revisão tem o objetivo de definir se al-Marri pode processar o governo americano por sua liberdade, um direito que a Suprema Corte já deu aos presos de Guantánamo.

Suspensão

Também na quarta-feira, um juiz militar aprovou o requerimento de suspensão dos julgamentos dos presos mantidos na prisão de Guantánamo, solicitada pela administração do presidente Barack Obama, que fez o pedido através de promotores, em uma de suas primeiras medidas na Casa Branca.

No documento de duas páginas, o governo afirma que os interesses da justiça serão contemplados com a imediata suspensão dos julgamentos. Foi solicitado um adiamento de 120 dias nas audiências.

Segundo o documento, o adiamento permitirá que o presidente e seu governo tenham tempo para revisar o processo das comissões militares .

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